
Foto: Google Imagens
Segundo o dicionário Aurélio, problema “é uma questão não solvida, ou solução difícil”.
Ou seja, são todas aquelas questões que surgem em nossa vida, e para os quais nem sempre estamos preparados para enfrentar.
Joanna de Angelis diz que os problemas não são aspectos de infelicidade, mas convites da vida para dizer que é necessário estar lúcido e consciente.
Mas quando falamos em problemas, é necessário separar o que é nosso (individual) daqueles que são da sociedade (coletivo).
Os problemas individuais são todas aquelas questões que exigem a nossa determinação para a solução da questão. Não há nada que alguém possa fazer por nós, a não ser dar apoio, porque foram criados por nós mesmos, nesta ou em vidas anteriores, e que exigem a nossa exclusiva intervenção e reparação.
Já os problemas coletivos exigem o esforço de toda a sociedade. São bem mais complexos e de difícil solução, porque todas as pessoas do grupo têm de estar conscientes da situação e com a mesma disposição para resolver o problema. Geralmente compreendem grandes provações individuais para que o grupo consiga superar o período difícil.
De qualquer maneira, os problemas não vêm até nos, mas sim são criados por nós, ainda que inconscientemente, e que exigem sempre a reparação, para que a marcha do progresso não estacione.
Na pergunta 258 do LE, Kardec pergunta: “Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?”.
E os Espíritos respondem: “Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre arbítrio”.
E Kardec insiste: “Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?”.
Respondem novamente os Espíritos: “Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que é do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu”.
O que se pode entender claramente desta resposta, é que nós temos problemas porque queremos, porque percebemos, antes de iniciar a jornada terrena, que todas as dificuldades pela qual passaremos serão oportunidades de trabalhar os pontos em que ainda não temos controle, de corrigir questões em aberto, e principalmente, de aprendizado, enriquecendo nossa existência com os conhecimentos que irão nos auxiliar no futuro. E este processo de aprendizagem é contínuo, porque a cada nova desafio alcançado, um outro surgirá. E neste círculo virtuoso, a nossa existência espiritual se elevará rumo à elevação que tanto almejamos, mas que ainda não estamos dispostos a conseguir.
A grande dificuldade dos problemas é o sofrimento que eles causam em nossa vida. A grande maioria das pessoas considera os problemas como um entrave em sua vida, e que seria muito melhor viver sem eles. E num mecanismo de fuga, imaginam situações ideais, onde tudo funciona sempre satisfatoriamente. Como ressaltou Joanna de Angelis, “os conflitos da personalidade, induzem ao comportamento da fantasia, em fuga neurótica da realidade”. Porém, por estar longe da realidade, os sonhos geralmente se desfazem, e as pessoas encontram-se sempre com o mundo real, que é bem diferente do imaginário, e sofrem por considerarem-se injustiçados.
A grande dificuldade neste caso é reconhecermos nossos próprios erros, sabendo que erramos, e principalmente entender por que erramos, para que possamos refazer o caminho sob novas bases, e não ficarmos presos a um círculo vicioso.
Todos os fatos que interferem em nossa existência são sempre registrados em nosso inconsciente, e é ali que vamos encontrar as causas das aflições, quando estas causas estiverem temporariamente esquecidas. Mas é bom lembrar que Deus nos permite sempre recomeçar e corrigir, se necessário em várias existências.
Outro ponto que nos faz sofrer com os problemas é o orgulho ferido, que surge nas mente de pessoas que se consideram perfeitas e que estão acima das questões comuns. Estas pessoas, em geral, são portadores de inteligências privilegiadas, que poderiam muito bem ser colocadas a serviço do próximo, mas que preferem a conquista de sucessos individuais, em uma busca desenfreada de si mesmo. Mas quando as dificuldades surgem, revoltam-se, questionando a existência e até mesmo a figura de Deus. É comum ouvir-mos estas pessoas falarem: “Mas porque isso acontece justamente comigo?” Ou seja, com os outros podem, e é normal que ocorra, mas é inadmissível acontecer a ele.
Os conflitos existenciais que crescem em nossa mente a cada questão, tornam a vida na Terra um verdadeiro inferno, e ficamos sempre sonhando com o paraíso perdido, onde tudo é perfeito.
E por tudo isso, e mais outros fatores, que colocamos uma carga adicional de aflição nos problemas que temos pela frente. E sofremos cada vez mais, quando tudo poderia ser muito mais simples. Complicamos a solução dos problemas por sermos orgulhosos e egoístas, nos achando seres eleitos por Deus.
Albino Teixeira percebeu isso na mensagem “O que mais sofremos”.
Ou seja, são todas aquelas questões que surgem em nossa vida, e para os quais nem sempre estamos preparados para enfrentar.
Joanna de Angelis diz que os problemas não são aspectos de infelicidade, mas convites da vida para dizer que é necessário estar lúcido e consciente.
Mas quando falamos em problemas, é necessário separar o que é nosso (individual) daqueles que são da sociedade (coletivo).
Os problemas individuais são todas aquelas questões que exigem a nossa determinação para a solução da questão. Não há nada que alguém possa fazer por nós, a não ser dar apoio, porque foram criados por nós mesmos, nesta ou em vidas anteriores, e que exigem a nossa exclusiva intervenção e reparação.
Já os problemas coletivos exigem o esforço de toda a sociedade. São bem mais complexos e de difícil solução, porque todas as pessoas do grupo têm de estar conscientes da situação e com a mesma disposição para resolver o problema. Geralmente compreendem grandes provações individuais para que o grupo consiga superar o período difícil.
De qualquer maneira, os problemas não vêm até nos, mas sim são criados por nós, ainda que inconscientemente, e que exigem sempre a reparação, para que a marcha do progresso não estacione.
Na pergunta 258 do LE, Kardec pergunta: “Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?”.
E os Espíritos respondem: “Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre arbítrio”.
E Kardec insiste: “Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?”.
Respondem novamente os Espíritos: “Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que é do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu”.
O que se pode entender claramente desta resposta, é que nós temos problemas porque queremos, porque percebemos, antes de iniciar a jornada terrena, que todas as dificuldades pela qual passaremos serão oportunidades de trabalhar os pontos em que ainda não temos controle, de corrigir questões em aberto, e principalmente, de aprendizado, enriquecendo nossa existência com os conhecimentos que irão nos auxiliar no futuro. E este processo de aprendizagem é contínuo, porque a cada nova desafio alcançado, um outro surgirá. E neste círculo virtuoso, a nossa existência espiritual se elevará rumo à elevação que tanto almejamos, mas que ainda não estamos dispostos a conseguir.
A grande dificuldade dos problemas é o sofrimento que eles causam em nossa vida. A grande maioria das pessoas considera os problemas como um entrave em sua vida, e que seria muito melhor viver sem eles. E num mecanismo de fuga, imaginam situações ideais, onde tudo funciona sempre satisfatoriamente. Como ressaltou Joanna de Angelis, “os conflitos da personalidade, induzem ao comportamento da fantasia, em fuga neurótica da realidade”. Porém, por estar longe da realidade, os sonhos geralmente se desfazem, e as pessoas encontram-se sempre com o mundo real, que é bem diferente do imaginário, e sofrem por considerarem-se injustiçados.
A grande dificuldade neste caso é reconhecermos nossos próprios erros, sabendo que erramos, e principalmente entender por que erramos, para que possamos refazer o caminho sob novas bases, e não ficarmos presos a um círculo vicioso.
Todos os fatos que interferem em nossa existência são sempre registrados em nosso inconsciente, e é ali que vamos encontrar as causas das aflições, quando estas causas estiverem temporariamente esquecidas. Mas é bom lembrar que Deus nos permite sempre recomeçar e corrigir, se necessário em várias existências.
Outro ponto que nos faz sofrer com os problemas é o orgulho ferido, que surge nas mente de pessoas que se consideram perfeitas e que estão acima das questões comuns. Estas pessoas, em geral, são portadores de inteligências privilegiadas, que poderiam muito bem ser colocadas a serviço do próximo, mas que preferem a conquista de sucessos individuais, em uma busca desenfreada de si mesmo. Mas quando as dificuldades surgem, revoltam-se, questionando a existência e até mesmo a figura de Deus. É comum ouvir-mos estas pessoas falarem: “Mas porque isso acontece justamente comigo?” Ou seja, com os outros podem, e é normal que ocorra, mas é inadmissível acontecer a ele.
Os conflitos existenciais que crescem em nossa mente a cada questão, tornam a vida na Terra um verdadeiro inferno, e ficamos sempre sonhando com o paraíso perdido, onde tudo é perfeito.
E por tudo isso, e mais outros fatores, que colocamos uma carga adicional de aflição nos problemas que temos pela frente. E sofremos cada vez mais, quando tudo poderia ser muito mais simples. Complicamos a solução dos problemas por sermos orgulhosos e egoístas, nos achando seres eleitos por Deus.
Albino Teixeira percebeu isso na mensagem “O que mais sofremos”.
(continua)
por Fernando Luiz Petrosky
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