domingo, 31 de maio de 2009

OS PROBLEMAS (PARTE 2)

O que mais sofremos

O que mais sofremos no mundo:
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoismo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Albino Teixeira

Todos têm problemas e dificuldades. Ninguém está livre deste ponto. No entanto, é responsabilidade de cada um a forma como tratar os mesmos. Lembrando novamente Joanna de Angelis, “Tornar mais aprazíveis os dias vividos no corpo, eliminar os fatores de perturbação, que tornam a existência insuportável, às vezes, fundamentar o conhecimento por meio de experiências são opções ao alcance de toda pessoa lúcida, que pode conseguir o desejado através do esforço empregado para tanto”.

Precisamos de maturidade para tratar dos nossos problemas, entendendo que auto-compaixão e o adiamento da solução são atitudes infantis, além de representar um desperdício enorme de tempo.

O método cartesiano, descrito por Descartes, propõe uma forma bastante lógica para a solução de qualquer problema. O racionalismo cartesiano sugere que a questão seja dividida em pedaços menores, que poderão ser resolvidos de maneira mais fácil. Assim, ao concluir o último pedaço, o problema está solucionado. Parece simples, e na verdade é mesmo. Basta que nos disponhamos a realmente enfrentar corajosamente os problemas e nos dispormos a resolver. Joanna de Angelis, em Vida Feliz, sugere o mesmo, com outros termos, quando nos ensina a executar sempre a tarefa mais urgente.

A mudança de hábitos é fundamental. Afinal, como poderemos querer resultados diferentes, se fazemos sempre tudo igual? É necessário “pensar bem, plantando sementes novas de otimismo e de esperança, valorizando tudo o que se encontra à nossa volta”.

Vale sempre lembrar que “o passado é irrecuperável, no entanto, é reparável”.Ou seja, não vale a pena se prender ao sentimento de culpa pelos nossos erros, que hoje são representados pelos problemas. A bondade divina nos oferece a reencarnação como instrumento de correção, para que nós nos melhoremos, e não para nos fazer sofrer. Os problemas existem para que haja a verdadeira transformação do ser e da sociedade, deixando para trás os traços do atraso e descortinar um futuro de felicidade e alegrias.

Não nos esqueçamos que Jesus, através do seu Evangelho, nos dá o roteiro ideal para uma existência plena de êxitos. E que todo sofrimento está baseado no fato de que constantemente preferimos nos desviar deste caminho.
O Homem Novo está prestes a surgir dentro de cada um de nós. Basta apenas um pouco de nossa vontade para romper a bolha de dificuldades que construímos para nós mesmos, como a borboleta (no seu estágio de lagarta) que faz, ainda que inconsciente, o casulo onde se esconde por algum tempo, para burilamento íntimo, até chegar o momento de romper a casca e alçar vôo.


Por Fernando Luiz Petrosky

sexta-feira, 29 de maio de 2009

OS PROBLEMAS (PARTE 1)


Foto: Google Imagens

Segundo o dicionário Aurélio, problema “é uma questão não solvida, ou solução difícil”.

Ou seja, são todas aquelas questões que surgem em nossa vida, e para os quais nem sempre estamos preparados para enfrentar.

Joanna de Angelis diz que os problemas não são aspectos de infelicidade, mas convites da vida para dizer que é necessário estar lúcido e consciente.

Mas quando falamos em problemas, é necessário separar o que é nosso (individual) daqueles que são da sociedade (coletivo).

Os problemas individuais são todas aquelas questões que exigem a nossa determinação para a solução da questão. Não há nada que alguém possa fazer por nós, a não ser dar apoio, porque foram criados por nós mesmos, nesta ou em vidas anteriores, e que exigem a nossa exclusiva intervenção e reparação.

Já os problemas coletivos exigem o esforço de toda a sociedade. São bem mais complexos e de difícil solução, porque todas as pessoas do grupo têm de estar conscientes da situação e com a mesma disposição para resolver o problema. Geralmente compreendem grandes provações individuais para que o grupo consiga superar o período difícil.

De qualquer maneira, os problemas não vêm até nos, mas sim são criados por nós, ainda que inconscientemente, e que exigem sempre a reparação, para que a marcha do progresso não estacione.

Na pergunta 258 do LE, Kardec pergunta: “Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?”.

E os Espíritos respondem: “Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre arbítrio”.

E Kardec insiste: “Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?”.

Respondem novamente os Espíritos: “Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que é do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu”.

O que se pode entender claramente desta resposta, é que nós temos problemas porque queremos, porque percebemos, antes de iniciar a jornada terrena, que todas as dificuldades pela qual passaremos serão oportunidades de trabalhar os pontos em que ainda não temos controle, de corrigir questões em aberto, e principalmente, de aprendizado, enriquecendo nossa existência com os conhecimentos que irão nos auxiliar no futuro. E este processo de aprendizagem é contínuo, porque a cada nova desafio alcançado, um outro surgirá. E neste círculo virtuoso, a nossa existência espiritual se elevará rumo à elevação que tanto almejamos, mas que ainda não estamos dispostos a conseguir.

A grande dificuldade dos problemas é o sofrimento que eles causam em nossa vida. A grande maioria das pessoas considera os problemas como um entrave em sua vida, e que seria muito melhor viver sem eles. E num mecanismo de fuga, imaginam situações ideais, onde tudo funciona sempre satisfatoriamente. Como ressaltou Joanna de Angelis, “os conflitos da personalidade, induzem ao comportamento da fantasia, em fuga neurótica da realidade”. Porém, por estar longe da realidade, os sonhos geralmente se desfazem, e as pessoas encontram-se sempre com o mundo real, que é bem diferente do imaginário, e sofrem por considerarem-se injustiçados.

A grande dificuldade neste caso é reconhecermos nossos próprios erros, sabendo que erramos, e principalmente entender por que erramos, para que possamos refazer o caminho sob novas bases, e não ficarmos presos a um círculo vicioso.

Todos os fatos que interferem em nossa existência são sempre registrados em nosso inconsciente, e é ali que vamos encontrar as causas das aflições, quando estas causas estiverem temporariamente esquecidas. Mas é bom lembrar que Deus nos permite sempre recomeçar e corrigir, se necessário em várias existências.

Outro ponto que nos faz sofrer com os problemas é o orgulho ferido, que surge nas mente de pessoas que se consideram perfeitas e que estão acima das questões comuns. Estas pessoas, em geral, são portadores de inteligências privilegiadas, que poderiam muito bem ser colocadas a serviço do próximo, mas que preferem a conquista de sucessos individuais, em uma busca desenfreada de si mesmo. Mas quando as dificuldades surgem, revoltam-se, questionando a existência e até mesmo a figura de Deus. É comum ouvir-mos estas pessoas falarem: “Mas porque isso acontece justamente comigo?” Ou seja, com os outros podem, e é normal que ocorra, mas é inadmissível acontecer a ele.

Os conflitos existenciais que crescem em nossa mente a cada questão, tornam a vida na Terra um verdadeiro inferno, e ficamos sempre sonhando com o paraíso perdido, onde tudo é perfeito.

E por tudo isso, e mais outros fatores, que colocamos uma carga adicional de aflição nos problemas que temos pela frente. E sofremos cada vez mais, quando tudo poderia ser muito mais simples. Complicamos a solução dos problemas por sermos orgulhosos e egoístas, nos achando seres eleitos por Deus.

Albino Teixeira percebeu isso na mensagem “O que mais sofremos”.


(continua)


por Fernando Luiz Petrosky

ALGEMAS

Indiscutivelmente, em todas as paisagens da Terra, observamos fardos e prisões que atormentam a vida...

Algemas de ódio, cristalizando a treva em torno das almas...

Algemas de egoísmo, enregelando corações...

Algemas de vingança, estabelecendo perturbações e discórdia...

Algemas do azedume, provocando amargura e enfermidade...

Algemas da ignorância, gerando chagas de penúria...

Na vida social, permanece a criatura encadeada a deveres que lhe martirizam a existência, tanto quanto no lar, antigos companheiros que ontem se acumpliciavam na crueldade, hoje se prendem uns aos outros em tremendos conflitos expiatórios...

Cada espírito renasce no berço com as algemas que forjou para si mesmo no passado próximo ou remoto, a fim de realizar a caminhada regeneradora através de lutas e problemas edificantes até o túmulo, para que o túmulo seja preciosa emancipação.

Recorda o Cristo, o grande libertador, e apresenta-lhe, cada dia, com o suor do próprio trabalho, os grilhões que porventura te releguem à inibição. E, seguindo-lhe os passos na senda de amor que serve e perdoa sempre, compreenderás que, se a Terra em muitos casos ainda é a penitenciária do sofrimento, podes romper os cárceres que te guardam na sombra, deles fazendo a escola do reajuste e a escada da ascensão desde hoje.

Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro: Instrumentos do Tempo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

EM TORNO DA FELICIDADE

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si a vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação a felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no socorro que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é usina geradora de felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Da livro: Sinal Verde.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ESPERANÇA SEMPRE!


Foto: Google Imagens


"Tendo por capacete a esperança na salvação." - Paulo ( I Tessalonicenses, 5:8 )

Por muitas sejam as dificuldades da vida, não percas a esperança de conseguir superá-las.

Por muitos sejam os problemas que enfrentas, não percas a esperança de encontrar soluções.

Por muitas sejam as dores que te fazem sofrer, não percas a esperança de que um dia haverão de passar.

Por muitas sejam as mágoas que carregas no coração, não percas a esperança de conseguir transformá-las em sentimentos de bem-querer.

Por muitas sejam as nuvens sombrias que ainda pairam sobre tua cabeça, não percas a esperança de que haverão de se dissipar.

Não percas jamais a esperança, nem desanimes diante dos percalços da vida. Desesperança e desânimo resultam da falta de fé.

Confia, pois, e espera com serenidade, que, no momento em que a Deus aprouver, encontrarás soluções para todos os problemas que hoje te afligem.

Deus não desampara a nenhum dos Seus filhos, e a ti, certamente, também não haverá de desamparar. Ora e prossegue esforçando-te sempre, para que consigas tudo poder superar, e, à medida que lutas por vencer, estarás crescendo interiormente.

Portanto, filho meu, não desanimes nem te desesperes. Não permitas que a esperança venha a fenecer dentro de ti.

Esperança sempre... em todos os momentos e em todas as situações. Mas, se apesar de tudo, nada conseguires alcançar daquilo que esperas, aceita com resignação e coragem a vontade de Deus Pai, porque certamente deve ser o que estejas precisando passar para a tua evolução.

Irmã Maria do Rosário

Psicografia de Lúcia Cominatto

Do livro: Na Cura da Alma

ALGEMAS

Indiscutivelmente, em todas as paisagens da Terra, observamos fardos e prisões que atormentam a vida...

Algemas de ódio, cristalizando a treva em torno das almas...

Algemas de egoísmo, enregelando corações...

Algemas de vingança, estabelecendo perturbações e discórdia...

Algemas do azedume, provocando amargura e enfermidade...

Algemas da ignorância, gerando chagas de penúria...

Na vida social, permanece a criatura encadeada a deveres que lhe martirizam a existência, tanto quanto no lar, antigos companheiros que ontem se acumpliciavam na crueldade, hoje se prendem uns aos outros em tremendos conflitos expiatórios...

Cada espírito renasce no berço com as algemas que forjou para si mesmo no passado próximo ou remoto, a fim de realizar a caminhada regeneradora através de lutas e problemas edificantes até o túmulo, para que o túmulo seja preciosa emancipação.

Recorda o Cristo, o grande libertador, e apresenta-lhe, cada dia, com o suor do próprio trabalho, os grilhões que porventura te releguem à inibição. E, seguindo-lhe os passos na senda de amor que serve e perdoa sempre, compreenderás que, se a Terra em muitos casos ainda é a penitenciária do sofrimento, podes romper os cárceres que te guardam na sombra, deles fazendo a escola do reajuste e a escada da ascensão desde hoje.

Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro: Instrumentos do Tempo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

PREVENÇÃO DO SUICÍDIO



A Casa Espírita João Ghigone promove neste sábado, dia 30/05/2009, às 15:00 horas um seminário sobre a prevenção do suicídio.

O assunto é de grande importância, se considerarmos que as estatítisticas oficiais apontam para a depressão como o grande mal do século XXI. E a depressão, se não for cuidada com cuidade e respondabilidade pode levar a decisões definitivas, contrariando as leis naturais.

O seminário será coordenado pela Dra. Maralba Almada, psicóloga, integrante do Corpo Clínico do Hospital Espírita Psiquiátrico Bom Retiro e da Associação Médica Espírita do Paraná, que possui grande experiência no assunto.

Participe.

Serviço:
Casa Espírita João Ghignone
Travessa Emingo Angelo, 390 - ao lado da Creche Mariinha - Centro - Campo Largo/PR
Informações pelo fone 9204-8639 ou pelo e-mail casaespiritajoaoghignone@hotmail.com

A CORAGEM DE "QUEIMAR AS NAUS"


Foto: Vera Maria Petrosky

Transcrevo abaixo interessante texto do antropólogo Luis Marins, para nossas reflexões:

Agátocles, Tirano de Siracusa, numa expedição marítima contra Cartago, ao desembarcar, mandou queimar todos os seus próprios navios e marchou contra Cartago, cujos habitantes derrotou. Fez isso para anular - para si próprio e a seus comandados - qualquer possibilidade de fuga ou de voltar atrás. Sem os navios, seria impossível recuar.

"Queimar as naus" significa, pois, ir em frente sem sequer poder pensar na possibilidade de voltar ou desistir. Há vários exemplos na história de comandantes valorosos que fizeram a mesma coisa. Dizem que os vikings faziam o mesmo - ao chegar num porto para invadir um território e conquistá-lo - queimavam seus navios para impedir qualquer possibilidade de recuo.


"Queimar as naus" significa, pois, vencer ou vencer!

O que esta história pode nos ensinar para nossa vida pessoal, profissional e empresarial?
Muitas vezes começamos um projeto; entramos numa nova empreitada; fazemos uma mudança forte em nossa vida pessoal e ficamos pensando no passado. Ficamos sempre com a dúvida se deveríamos ou não ter feito o que fizemos ou tomado a decisão que tomamos. Estamos sempre com um pé no cais e um outro no navio. Será que não vale a pena recuar? Não terá sido uma loucura esta decisão?

E aí, se os navios estiverem no porto a nos esperar, é muito provável que tenhamos a tentação - mais confortável e segura - de voltar, de recuar. Mas se queimarmos os navios (do passado), não teremos como recuar. Não haverá navios a nos esperar. Teremos que caminhar, ir em frente, acreditar, lutar, vencer.

Assim, quando você tomar uma decisão, pense bem antes e uma vez tomada, queime as naus, ou seja, não pense mais no passado e vá em frente! Na empresa, quando lançamos um novo produto ou novo serviço, temos que fazer absolutamente tudo para que dê certo. Se ficarmos pensando na possibilidade de recuar, jamais empreenderemos o esforço total para vencer os desafios que por certo surgirão à nossa frente.

É a mesma coisa na vida pessoal. Um funcionário que foi transferido para uma nova função em local diferente terá muitas dificuldades a enfrentar até que a adaptação ocorra. Filhos, esposa, escolas, etc, tudo mudará. Se esse funcionário não "queimar as naus" ficará o tempo todo reclamando e lembrando os bons tempos do lugar onde morava e vivia. Assim, para vencer, é preciso ter a coragem de "queimar as naus".

Luis Marins

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PENSE E ANOTE

Se a cólera está alcançando você, reserve algum canto do cérebro em que você consiga pensar.

Qualquer raciocínio rápido lhe trará serenidade para reconhecer a inconveniência da irritação.

Se você pode refletir, perceberá de pronto, que ante a pessoa capaz de desequilibrar-lhe os sentimentos, a possibilidade de auxiliar com mais segurança, está do seu lado.

Se alguém lhe trouxe prejuízos, este alguém começou por lesar a si mesmo.

Se você sofre agressão, o ofensor realmente não sabe que débitos contraiu com isso, sem que haja necessidade de se lhe agravar a situação.

Azedume é ambiente para perturbação e enfermidade.

Raiva, em muitos casos, é ponto de apoio a processos obsessivos.

Intemperança mental é um espetáculo de fraqueza.

A raiva diminuirá ou extinguirá os seus créditos de confiança.

Em qualquer ocorrência desagradável, pense e acalme-se porque a cólera não auxilia ninguém.

André Luiz

sexta-feira, 22 de maio de 2009

REFLEXÕES SOBRE A PAZ

A respeito da paz, é interessante observar a opinião de Joanna de Angelis. Segundo ela, em seu livro Convites da Vida, temos quase que um roteiro seguro de como obtê-la:


"E e tão fácil a conquista da paz! Basta que não ambiciones em demasia, que corrijas os ângulos da observação da vida, que ames e perdoes, que te entregues às mãos de Deus que cuida das "aves do céu" e dos "lírios do campo" e que, por fim, cumpras fielmente com os teus deveres."


De fato, em termos absolutos, o caminho da paz é fácil, porque segue uma receita simples. A paz, na verdade, é uma consequência de outros processos. Um efeito, e não uma causa.


Mas como corrigir as causas que levam a este efeito?


Seguindo o roteiro de Joanna:


1) Não ambicionar em demasia - os grandes problemas econômicos do mundo derivam de um descontrole das questões financeiras. Descontrole causado por uma ambição desmedida, gerando especulação e desejo de sempre mais. Em grande escala, levando à guerra entre nações. Mas em nosso foro íntimo, deixamos de ter paz quando a vontade de progredir, que é sempre sadia, perde seu sentido e acabamos dando uma importância maior ao ter. Ignoramos as regras básicas e gastamos mais do que temos para demonstrar uma situação social que de fato não nos pertence. O individamento é resultado certo. E não conseguimos mais paz em nossa casa. E esquecemos que a origem de tudo foi nós mesmos. Basta apenas ser comedido em nossas ações, analisando nossas receitas e despesas, e buscar o equilíbrio adequado. Com isto, a harmonia instala-se e não nos desesperamos frente às dificuldades.


2) Corrigir os ângulos de observação da vida - Jesus já nos alertava de que não devemos julgar, para que não sejamos julgados. Quando julgamos, fazemos isto pelo nosso padrão, que não é necessáriamente o mais correto. Mas não percebemos isso, e achamos que todos os outros estão errados. Mas um fato é sempre esquecido: nós somos os outros dos outros. E com certeza os outros também agirão da mesma forma conosco. A solução é respeitar o próximo, não julgar, mas tentar compreender, respeitar as opiniões, conversar e não discutir. Hoje fala-se muito em "discutir o relacionamento". Infelizmente, as questões sempre se tornam de fato uma discussão. O ideal seria "conversar sobre o relacionamento", colocando-se amos fora da situação, de modo que as emoções não não traiam. Fazer de conta que o problema é de outra pessoa. Desta forma, nos elevamos no conceito que as pessoas tem de nós, e não daremos vazão às contendas que sempre acabam com a expectativa de paz em qualquer ambiente, seja na família, no trabalho ou na sociedade em geral.


3) Amar e perdoar - praticamente desnecessário comentar o que é tão óbvio. Mas apesar de parecer assim, não é tão simples como parece. Amar significa nos doar, abrir mão de coisas nossas, sejam elas afetivas ou materiais, e entregar ao outro, objetivo de nosso sentimento. Mas como nossos relacionamentos ainda não estão no nível de superioridade moral, do nível que nos propos Jesus, acabamos criando uma certa expectativa de retribuição. Quando isto não acontece, a mágoa se instala, e a paz começa a definhar. Em níveis extremos, a mágoa torna-se raiva (ver nosso artigo anterior) e leva muitas a ações irrefletidas, causando muita dor e violência. Viver em sociedade não é tarefa fácil. Abrir mão de nossos conceitos não é tarefa para a qual estamos preparados gera um esforço muito grande. Precisamos primeiramente deixar o egoísmo e orgulho de lado, e aceitar que, afinal, estamos todos no mesmo barco. Porque esta busca incessante de algo apenas para nós, quando o próximo está ansiando pelos mesmos objetivos. O ideal seria olharem para o mesmo lado, mas amar significa voltar um pouco e acolher aquele que se atrasa. Apenas este ítem já merece um estudo à parte, que faremos em ocasião oportuna. Por enquanto, vamos nos exercitando na tarefa de amar, de coração, sem questionar exageradamente.


4) Entregue-se às mãos de Deus - A fé verdadeira nos impulsiona sempre para o alto, por acreditarmos nesta força superior que nos resguarda. Mas a fé deve ser racional, e não cega. Devemos fazer a nossa parte. Como disse Jesus, "ajuda-te que o Céu te ajudará!". Por maiores que sejam as dificuldades, a fé nos mantém tranquilos, por termos em nós esta perspectiva do mundo espiritual , que é a vida verdadeira. Quando percebermos finalmente de que tudo que aqui está é passageiro, e não nos pertence efetivamente, a paz finalmente começará a brotar de nosso ser. O efeito começa a surgir.

Quando iniciamos com brevidade este processo, poderemos evitar que tragédias ocorram em nosso mundo.

Por Fernando Luiz Petrosky

Eu só peço a Deus.

Mensagem de Gandhi, com Mercedes Sosa e Beth Carvalho

SOBRE O EVANGELHO NO LAR

Nos últimos dias, postamos uma mensagem comentando sobre a campanha da Federação Espírita Brasileira, que nos mostrava a importância desta prática em nossa vida.

Hoje transcrevemos uma mensagem do Espírito Meimei descrevendo, de forma muito bonita e quase poética, as transformações que ocorrem em nossas casas quando incorporamos o hábito do Evangelho no Lar:

OÁSIS DE LUZ

Suave, suavemente, belo jorro de luz desceu da Amplidão, coroando, de todo, a casa singela.

Dir-se-ia que a construção fora atingida em segundo por fulgurosa cascata de raios luminescentes.

Inflamara-se o teto de láurea rutilante.

As paredes coloridas por luminárias ocultas faziam-se transparentes, despedindo bonançosas centelhas.

De janelas e portas, fluíram de inesperado, caudais de bênçãos, qual se o ambiente interior estivesse inundado de nutriente energia.

Chama blandiciosa dissolviam as sombras, desabotoando prematura alvorada em meio às trevas noturnas e o firmamento, nos cimos parecia cálida, umbela deitando flores argenteadas sobre o anônimo ninho humano, que passara da condição de apagado recinto à ilha refulgente de alvenaria.

Os insetos da noite ciciaram com mais brandura, cães das proximidades aplacaram ladridos e os habitantes de residências vizinhas experimentaram sem perceber a intangível presença de paz profunda.

Contudo, na intimidade doméstica, acentuava-se, deslumbrante, o painel festivo, qual se varinha mágica fizesse nascer de pessoas e cousas, balsâmicas radiações de entendimento e simpatia.

Trajara-se a sala modesta de surpreendente grandeza, convertida em deleites remanso por banho lustral de amor puro que fixava sorrisos musicais de bondade em cada fisionomia.

Halos fulgurantes revestiram todas as formas alindando-lhes os traços e as cores sob o poder de ignoto cinzel.

Auréolas de esplendor tocaram os moradores, lágrimas de jubilosa esperança tremularam, furtivas, em olhos alumiados de reconforto, rostos brilharam confiantes, impregnaram-se as frontes de lume tênue, palavras ressoaram mais ternas, tonificaram-se corações em novos haustos de força e alcandorou-se a emoção a eminências desconhecidas, em transportes de irresistível candura.

Na esteira de luz em torno, transeuntes do Espaço respiraram felizes, enquanto, não longe, menestréis da Vida Maior, vocalizaram canções de bom ânimo para todo o grupo de intenso brilho.

A transfiguração arrebatadora e imprevista era Jesus, o conviva celeste em visita à casa humilde: instalara-se ali, o culto santificante do Evangelho.

Meime
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro: Ideal Espírita

DÁ DE TI MESMO

Declaras não possuir dinheiro para auxiliar.

Acreditas que um pouco de papel ou um tanto de metal te substituem o coração?

Esqueces-te, meu filho, de que podes sorrir para o doente e estender a mão ao necessitado?

A flor não traz consigo uma bolsa de ouro e, entretanto, espalha perfume no firmamento.

O céu não exibe chuvas de moedas, mas enche o mundo de luz.

Quanto pagas pelo ar fresco que, em bafejos amigos, te visita o quarto pela manhã?

O oxigênio cobra imposto?

Quanto te custa a ternura materna?

As aves cantam gratuitamente.

A fonte que te oferece o banho reconfortador, não exige mensalidade.

A árvore abre-te os braços acolhedores, repletos de flor e fruto, sem pedir vintém.

A benção divina, cada noite, conduz o teu pensamento a bendito repouso no sono e não fazes retribuição de espécie alguma.

Habitualmente sonhas, jamais colhendo rosas em formoso jardim, junto de companheiros felizes; no entanto, jamais te lembraste de agradecer aos gênios espirituais que te proporcionam venturoso descanso.

A estrela brilha sem pagamento.

O Sol não espera salário.

Por que não aprenderes com a natureza em torno?

Por que não te fazeres mais alegre, mais comunicativo, mais doce?

Tens a fisionomia seca e ensombrada por faltar-te dinheiro excessivo e reclamas recursos materiais para ser bom, quando a bondade não nasce dos cofres fortes.

Sê irmão do teu irmão, companheiro de teu companheiro, amigo de teu amigo.

Na ciência de amar, resplandece a sabedoria de dar.

Mostra um semblante sereno e otimista, aonde fores.

Estende os braços, alonga o coração, comunica-te com o próximo, através dos fios brilhantes da amizade fiel.

Que importa se alguém te não entende o gesto de amor?

Que seria de nós, meu filho, se a mão do Senhor se recolhesse a distância, por temer-nos a rudeza e a maldade?

Dá de ti mesmo, em toda a parte.

Muito acima do dinheiro, pairam as tuas mãos amigas e fraternais.

Neio Lúcio

quinta-feira, 21 de maio de 2009

CARIDADE PARA COM OS CRIMINOSOS

A violência hoje domina as manchetes dos jornais de todo o mundo. Crimes bárbaros, cruéis e hediondos aos poucos vão tornando as pessoas mais frias, após o choque de revolta do primeiro instante. Mas logo vem outra, e mais outra, e vai sumindo o interesse Ou melhor, o desinteresse vai aumentando. Acostumamos-nos a isso, e passamos a achar tudo isso muito banal.

Em vista de notícias como estas, infelizmente tão comuns nos dias de hoje, recordamos a pergunta 746 do LE:
“É crime aos olhos de Deus o assassínio?”
“Grande crime, pois aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão. Aí é que está o mal”.

A partir da resposta dos Espíritos entendemos que um dos grandes problemas do crime é interrompermos a existência alheia, uma existência que poderia estar sendo levada com muita seriedade por parte do espírito que foi atingido. Comprometemo-nos não apenas com a nossa consciência, mas também por interferirmos no destino de irmãos que, a partir deste instante, se liga ao nosso, até que possamos corrigir nossa falta e continuar nossa marcha rumo ao progresso.

Mas, nos dias de hoje, temos um agravante a mais para considerarmos: a mídia, que leva em tempo real as notícias que ocorrem a todo instante. Estamos permanentemente conectados ao dia-a-dia do mundo, seja através da internet, do rádio ou da televisão. E como conhecemos apenas um lado da notícia, ou seja, o lado do portador da mesma, nós formamos nossa opinião baseada na postura tratada pelo repórter ou apresentador. Julgamos sem conhecer todos os fatos que envolvem a história. Julgamos levados, muitas vezes, pela calúnia e maledicência que ainda impera na mente de muitos irmãos em desequilíbrio. E isto é um fato tão perigoso quanto o próprio crime.

Ao lermos ou ouvirmos tais notícias, somos levados a tomar um partido sobre um dos lados da questão, sob pena de parecermos alienados. E julgamos porque somos cidadãos honestos que querem paz e justiça neste mundo em que vivemos.

Mas o que de fato fazemos pela paz no mundo?

Analisando friamente nossa consciência, não descobrimos nenhum ponto que possa ter, ainda que inconscientemente, estimulado a violência? Quando utilizamos drogas, não contribuímos para o tráfico? Quando facilitamos o uso de bebidas, não abrimos o caminho para o desequilíbrio de irmãos ainda vacilantes e fracos, que alheios ao que fazem, causam tragédias diversas? Quando negamos a caridade aos necessitados, não estamos fomentando a revolta social, estimulando uma nova luta de classes?

Se respondermos sim a qualquer uma destas perguntas, então estamos envolvidos no problema. E que moral temos de julgar, se auxiliamos de uma forma ou de outra posturas que nos parecem monstruosas?

No entanto, como verdadeiros hipócritas, fazemos passeatas, colocamos camisetas brancas, mas continuamos vivendo do mesmo modo, sem olhar para o fundo da questão.

Mas isto não é de hoje. Jesus nos o exemplo da mulher adúltera. E no momento em que as pessoas se preparavam para a lei, Jesus, instigando o povo à reflexão, ávido por “justiça”, falou com voz firme: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra” (S. João, cap. VIII, vv. 3 a 11)

A verdade absoluta é que não temos nenhuma condição moral alguma para julgar. E se o fazemos, estamos nos colocando em evidência para sermos tratados da mesma forma, como nos mostra o Evangelho:

“Não julgueis, a fim de não serdes julgados; - porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que tenhais servido para com os outros” (S. Mateus, cap. VII, vv 1 e 2)

Quem garante que não fizemos coisas piores em um passado talvez remoto?

Devemos, sim, combater o mal e lutar por justiça, mas há uma forma correta de se buscar a paz. Vamos lembrar, seguindo Kardec, que a “autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. (...) Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que se dá do bem”.

Uma vez que não dispomos desta autoridade legítima, devido ao nosso próprio estágio evolutivo, não há condições adequadas para julgarmos os criminosos que nos amedrontam.

Mas quem são de fato os criminosos? Antes de tudo, há que se entender que o criminoso é um ser humano como qualquer outro. É um irmão que se desviou do caminho correto, motivado por toda espécie de problemas. Infelizmente, pelo poder de influência da mídia, muitas vezes somos levados a acreditar que os criminosos (principalmente aqueles que cometeram crimes hediondos) são seres animalizados, bestas humanas que atormentam e destroem a vida das pessoas. São seres que viveram e vivem ainda à margem da sociedade, seja por opção própria, seja como resultado de ambientes sociais complexos. De qualquer forma, são seres que precisam e merecem nosso respeito e ajuda.

Além do mais, precisamos entender que ninguém reencarna com a missão de matar.

Na resposta da pergunta 861 do LE, os Espíritos alertam que “escolhendo uma vida de lutas, sabe que terá ensejo de matar um de seus semelhantes, mas não sabe se o fará, visto que o crime precederá, quase sempre, de sua parte, a deliberação de praticá-lo. Ora, aquele que delibera sobre alguma coisa é sempre livre de fazê-la, ou não. Se soubesse previamente que, como homem, teria que cometer um crime, o espírito estaria a isto predestinado. Ficai, porém, sabendo que ninguém há predestinado ao crime e que todo crime, como qualquer outro ato, resulta sempre da vontade e do livre-arbítrio.”

Em nossos grupos mediúnicos, nos acostumamos a encontrar irmãos que vivem nestas condições, que são sofredores, e que por baixo da carapaça de mal, revelam-se irmãos que choram muito, e que estão cansados da situação em que vivem. E nestas ocasiões, nos compadecemos, e fazemos um esforço muito grande para ajudá-los.

E porque temos que esperar que eles desencarnem e se tornem obsessores para receber nossa atenção?

Esta nova compreensão do problema é muito importante em momentos em que, no auge de crises de violência, toda a sociedade clama pela instituição da pena de morte, tentativa infeliz e inútil de solucionar as anomalias referentes à segurança pública.

Sabemos que a Doutrina Espírita é contra a pena de morte. Mas, e os espíritas? Nos momentos em que as notícias estão mais assustadoras, muitos espíritas alegam que “neste caso, o bandido deveria mesmo morrer!” São companheiros descuidados e que ainda não estão bastante firmes na postura cristã e doutrinária. Afinal, quem quer que se diga espírita ou cristão não poderá jamais apoiar tais movimentos, uma vez que Cristo sempre nos ensinou o amor e o perdão. Disse também que são os doentes que precisam de remédio, e não os sãos.

Entendemos que as grandes dificuldades da vida às vezes nos deixam em situações de cansaço e estresse de tal forma que precisamos de uma maneira de descarregar nossas angústias e mágoas em “alguma coisa”.

São fatos que mostram a falta de uma visão de vida superior. Falta de fé no Reino de Deus prometido por Jesus, falta de motivação para trabalhar no bem e pelo bem.

O julgamento alheio é coisa muito séria, e antes de emitirmos nossa opinião, paremos por um instante, e façamo-la passar pelo crivo da razão.

A emoção deve ser bem dirigida para ocasiões em que realmente precisamos dela.

O ideal é sempre lançar um pensamento de luz, uma prece ao espírito envolvido em crimes, pois assim demonstramos que somos efetivamente cristãos. Não vamos nos deixar levar pela turba odiosa que pede justiça com armas na mão. Lembremos que foi a voz do povo que condenou injustamente à morte o maior Espírito que pisou a Terra, que foi o nosso Mestre Jesus.

Quando lermos alguma notícia sobre crimes violentos ou hediondos, vamos nos comprometer a refrear nossos impulsos, e façamos uma prece não apenas pela vítima, mas principalmente pelos autores do crime, pois estes são os que efetivamente estão precisando de ajuda. Pois enquanto a vítima normalmente está quitando seus débitos, o criminoso está assumindo débitos novos.

Isabel de França, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XI, item 14, nos desafia a pensar da seguinte forma: “Observai o vosso modelo: Jesus. Que diria ele, se visse junto de si um desses desgraçados?” Com certeza não seria a condenação à pena de morte, mas o amor sublime que precisamos ainda aprender. É a verdadeira caridade, ainda nas palavras de Isabel
.

Por Fernando Luiz Petrosky

quarta-feira, 20 de maio de 2009

REFLEXOS

Impressões negativas?
Não precisas dizê-las.

Anotando defeitos.
Procura as qualidades.

Com motivos de queixa, não reclames.
Espera.

Críticas sem proveito
Destacam-te o perfil.

Encontramos nos outros, o que temos em nós.
Só vemos o que temos, - Isso é da Lei de Deus.

Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro Caminhos

terça-feira, 19 de maio de 2009

A ARTE PURA E OS ARTISTAS VERDADEIROS

A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas.”

Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desses “mais além” que polariza as esperanças da alma.

E o artista verdadeiro é o “médium” das belezas eternas e seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-o da terra para o infinito e abrindo em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor.


Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

QUEM SOU EU?

Penso em Deus, penso na vida, penso em tudo que me cerca e me interrogo a respeito da função de tudo quanto vibra, de tudo quanto existe sob os céus e guardo grande ansiedade de saber sobre mim mesmo.

Quem sou eu no contexto do universo?

Serei, tão-somente, um corpo que desfila inteligentes quão misteriosas habilidades?

Serei um caminhante solitário, em meio à gigantesca massa humana, destinado a encarar complicados problemas, a enfrentar desafios?

Serei um átomo excitado diante dos esplendores das incontáveis galáxias?

Serei, porventura, produto da casualidade sem projeto, sem programa, sem razão de ser?

Como explicar-me a mim próprio como um itinerante aprendiz das pautas do infindo cosmo?

Serei alguém fadado ao sofrimento, a chorar de pesar em todos os momentos?

Serei um ser destinado à intensa dor, duradoura, sem esperança de tempos melhores, de felicidade?

Serei um indivíduo levado pelas mãos do desencanto à estalagem das ansiedades e das frustrações?

Somente há dor e fel por onde eu possa trilhar, como se toda a existência não passasse de um fumo entediante, asfixiante, a sugar-nos a vontade de avançar, de sorrir, de louvar?

Retorno à fonte do meu senso interno e vejo que há lucidez em cada coisa que existe, em cada ser que erra.

Sinto que não nascemos pra ser tristes e viver entre dor, gemido e pranto, mas, aqui estamos para alcançar o bem mais santo, e avançar para o progresso e conquistar o encanto de agir com Deus nas lutas do mundo, de vibrar na alegria, no júbilo fecundo, até o tempo longínquo da áurea plenitude.

Sinto que sou caminhante do infinito, e, não obstante o horror, a amargura, o choro, o grito, embora estando na terra entre teimosias, aflito, o meu destino é sem dúvida estelar.

Agora sei que nasci para servir, pra ser feliz, crescer e amar.

Cheguei ao mundo nos planos do Criador, que espera que me faça um lavrador a semear nos corações, em redor dos meus passos, as sementes de esperança, de alegria e de paz, que onde eu vá me transforme num servidor da verdade, do trabalho e da harmonia.

Sei que sou cidadão universal, irmão da humanidade, indubitavelmente, filho do Deus altíssimo, bom, justo e clemente, dotado do melhor recurso para fazer brilhar a divina luz em mim.

E, ante os desafios terrenos, dizer não ou dizer sim, com responsabilidade, com razão e com ternura.

Sou caminhante da eternidade.

Sou dedicado aprendiz buscando disciplina, revestido de um manto de matéria fina, quintessência, formosura que impulsiona para Deus.

E agora que me vejo repleto de certezas que me asseguram a estabilidade na consciência do que sou, sei que imerso no hálito paterno do Criador da vida me completo, a cada dia vivendo virtudes, transformando em ternuras gestos rudes, suavizando o que sou para o futuro, obra-prima de Deus, luz coagulada, a galgar a evolução em toda estrada, o que é do senhor sagrado fim, ver-me, astro a brilhar, nas rotas do infinito.
...............
Nesta bela página ditada pelo Espírito Ivan de Albuquerque, através da mediunidade de Raul Teixeira, encontramos a resposta transcendente para a pergunta que cala fundo em nós: "quem sou eu?"

Equipe de Redação do Momento Espírita, adaptação de mensagem do Espírito Ivan de Albuquerque, psicografada em 03.7.2002, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ, pelo médium Raul Teixeira.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

OBSTÁCULOS

Diante dos obstáculos, fazer o melhor e seguir para a frente.

Sempre desapontamos alguém e sempre alguém nos desaponta.

Assim como nem todos podem habitar o mesmo sítio, nem todos conseguem partilhar as mesmas idéias.

Nunca explodir, gritar, irar-se ou desanimar e sim trabalhar.

Depois de um problema, aguardar outros.

O erro ensina o caminho do acerto e o fracasso mostra o caminho da segurança.

Toda realização é feita pouco a pouco.

Nos dias de catástrofe, nada de cólera ou de acusação contra alguém, e sim a obrigação clara de repormos o comboio do serviço nos trilhos adequados e seguir adiante.

Quem procura o bem, decerto que há de sofrer as arremetidas do mal.

Plantar o bem, através de tudo e de todos, por todos os meios lícitos ao nosso alcance, compreendendo que, se em matéria de colheita Deus pede tempo ao homem, o homem deve entregar o tempo a Deus.

André Luiz
Psicografia de Francisco Candido Xavier
Do livro Sinal Verde

domingo, 17 de maio de 2009

EM TI


Foto: Google Imagens


Porque te acontecem coisas desagradáveis e nem tudo corra conforme gostarias que sucedesse, não te creias dora do auxílio de Deus.


Ninguém que siga ao desamparo divino.


O que ocorre de prejudicial, neste momento, bendirás depois.


O insucesso de agora se transformará em benção mais tarde, se souberes esperar superando este momento.


Deus está em toda parte, e, obviamente, em ti e contigo também.


Procura encontrá-LO, não somente nas ocorrências ditoras, senão em todos os fatos e lugares.


O desafio da evolução é proposta de vida a ser conquistada por cada um em particular, e por todos em geral.


***


Intenta retirar o melhor proveito do aparente insucesso, que se converterá em lição preciosa em teu favor, quando de outros cometimentos.


O homem é templo de Deus, qual ocorre com a Natureza.


Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros indivíduos também O encontrem.


Assim, não te concedas idéias perniciosas, nem te proponhas frustações ou amarguras dispensáveis, no teu programa de redenção.


Joanna de Angelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Do livro Episódios Diários

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ESCLARECIMENTO


Foto: Google Imagens
Muitos companheiros solicitam orientação do Céu para a vitória nas provas da Terra, mas, em verdade, não necessitamos tanto de novos roteiros esclarecedores e sim de ação mais intensiva na obra edificante do bem.
O caminho é o mundo... Mundo-escola e mundo-oficina, em que valiosas oportunidades felicitam a alma, fielmente interessada na própria elevação.
Não nos detenhamos na expectativa dos que adoram o Senhor, sem qualquer esforço para servi-lo. Ele próprio legou-nos, com a Boa Nova, o mapa luminoso para a romagem na Terra.
Libertemos a claridade que jaz enclausurada em nossos corações e sigamos adiante.
Há espinhos reclamando extinção.
Feridas que pedem bálsamo.
Aflições mendigando paz.
Pedras à espera de braços amigos que as utilizem.
Há mentes encarceradas na sombra, rogando luz.
Há crianças abandonadas, implorando socorro para consolidar as bases em que recomeçam a vida nova.
Quem estiver procurando a inspiração dos Anjos, não se esqueça dos lugares onde os anjos colaboram com o Céu, diminuindo o sofrimento e a ignorância na Terra.
Agir no bem é buscar a simpatia dos Espíritos Sábios e Benevolentes, encontrando-a.
Se Jesus não parou em contemplação inoperante, transitando no serviço ao próximo, da Manjedoura até a Cruz, ninguém aguarde a visitação dos Mensageiros Divinos, paralisando as mãos na esperança sem trabalho e na fé sem obras.
O aprimoramento da mediunidade e a espiritualização renovadora são problemas de boa vontade na decisão de trabalhar e na cooperação, porque somente buscando trazer o Céu ao mundo, pela nossa aplicação ao bem, é que descobriremos a estrada verdadeira que nos conduzirá efetivamente para os Céus.
Emmanuel

quinta-feira, 14 de maio de 2009

RECEITA CONTRA O EGOÍSMO



1 - Procure esquecer o lado escuro da personalidade do próximo.

2 - Aprenda a ouvir com calma os longos apontamentos do seu irmão, sem o impulso de interromper-lhe a palavra.

3 - Olvide a ilusão de que seus parentes são as melhores pessoas do mundo e de que a sua casa deve merecer privilégios especiais.

4 - Não dispute a paternidade das idéias proveitosas, ainda mesmo que hajam atravessado o seu pensamento, de vez que a autoria de todos os serviços de elevação pertencem, em seus alicerces, a Jesus, nosso Mestre e Senhor.

5 - Não cultive referências à sua própria pessoa, para que a vaidade não faça ninho em seu coração.

6 - Escute com serenidade e silêncio as observações ásperas ou amargas dos seus superiores hierárquicos e auxilie, com calma e bondade, aos companheiros ou subalternos, quando estiverem tocados pela nuvem da perturbação.

7 - Receba com carinho as pessoas neurastênicas ou desarvoradas, vacinando o seu fígado e a sua cabeça contra a intemperança mental.

8 - Abandone a toda espécie de crítica, compreendendo que você poderia estar no banco da reprovação.

9 - Habitue-se a respeitar as criaturas que adotem pontos de vista diferentes dos seus e que elegeram um gênero de felicidade diversa da sua, para viverem na Terra com o necessário equilíbrio.

10 - Honre a caridade em sua própria casa, ajudando, em primeiro lugar, aos seus próprios familiares, através do Rigoroso desempenho de suas obrigações, para que você esteja realmente habilitado a servir ao Mundo e à Humanidade, hoje e sempre.

André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro "Marcas do Caminho"

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O VALOR DO SORRISO


Imagem: Google Imagens


O VALOR DO SORRISO

Senhor, não permita jamais que eu me esqueça de sorrir com o coração - e sorrir muito, todos os dias!

Quando raiar o sol e meus olhos se abrirem para a vida, que o sorríso seja a meu primeiro louvor, agradecendo o novo dia que amanhece!...

Em meu lar, que seja ele o precursor da palavra serena e do diálogo amistoso, para que meus familiares, assim como eu, possam iniciar o seu dia entre as melhores vibrações de paz e bom ânimo!

Sem a claridade do riso, tudo é mais triste, sombrio!...

Sem a bênção da alegria, os semblantes são frios e as palavras rudes, qual que imensa desolação envolvesse a todos, negando-lhes desenvoltura e euforia - acompanhantes obrigatórios das determinações felizes!...

Sorrir alivia o coração e desafoga a alma, recolocando harmonia e pacificação no lugar da irritação e do mau humor. Trazer a luz do sorriso no rosto é iluminar estradas e transeuntes, fazendo de seu portador um pequenino imã a atrair simpatia e cooperação...

Aquele que sorri sinaliza o Bem, aonde quer que esteja.

Abençoa-me hoje, Senhor, e faz de mim um foco de alegria a espargir o melhor aos meus companheiros de estrada, para que amanhã, quando eu estiver triste e desanimado, o sorriso que eu despertei nos outros possa ser o remédio salutar que me trará de volta a vontade viver e lutar, porque o sorriso é assim como um raio de luz: embora pequeno transpassa todas as sombras, e onde toca sempre produz calor, alegria e refazimento...

André Luiz

terça-feira, 12 de maio de 2009

Reflexão do Dia

Plante somente sementes de otimismo e de amor para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade.

Não tenha medo de envelhecer: a alma não tem idade e a mente jamais envelhece.

O pior dos defeitos é a ingratidão, que despreza e apedreja hoje quem o beneficiou ontem.

Não queira jamais abandonar a vida, porque isto nada resolve e agravará ainda mais seus sofrimentos.

Fixe seu olhar no lado belo da vida. Ilumine com sua luz as trevas que o circundam.

Ligue-se ao pensamento universal de bondade e amor e vencerá todos os obstáculos.

Não critique: procure corrigir os outros, através de seu próprio exemplo.

Não guarde em seu coração mágoas e ressentimentos, medo e tristeza.

Não revide uma calúnia, apenas viva de tal maneira que jamais o caluniador tenha razão.

Não te preocupes com o passado nem te inquietes com o futuro...

Aproveita as oportunidades do presente, aprende as lições que te dá cada hora e prepara-te para desfrutar uma vida melhor.

Pense positivamente para atrair apenas pensamentos positivos de paz e prosperidade.


Carlos Torres Pastorino

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A PROCURA DA PAZ


Foto: Internet

A procura da Paz

Se a tristeza vier por qualquer motivo, faça o seguinte:

Evite as sombras que ficaram para trás, olhe o caminho a sua frente e
siga sempre.

Assopre o pensamento triste, deixe escorrer a última lágrima, vá
até o final do poço, mas volte renovado.

Então respire fundo tirando da natureza a energia para elevar sua alma.
Abra então a janela, aquela que dá para o vôo dos pardais, procure a
luz que pisca adiante.

Ao encontrá-la, coloque-a dentro do peito, de tal jeito que possa ser
notada do lado de fora;

Espalhe esta luz em torno de si...

Dê amor à todas as criaturas vivas...

A felicidade é o seu objetivo...

E a paz que você procura será encontrada dentro de você onde DEUS
deixou um pedacinho de si.


Desconheço o autor

domingo, 10 de maio de 2009

A RAIVA


Foto: Google Imagens
A RAIVA

Quando eu era adolescente, gostava muito de ler, e lia muito. Assim como hoje. Um dos livros que li foi “O médico e o monstro”, de Robert Lois Stevenson. O livro conta a história, bastante conhecida, do Dr. Jakyll, que fazia experiências e criou, acidentalmente, uma fórmula que o transformava em um monstro, que no caso era o Mr. Hyde, e que provocava destruição e morte por onde passava. Após um tempo, passado o efeito da poção, a personalidade do Dr. Jakyll voltava ao normal. Gostei muito do livro, como gostei de muitos outros. Há algum tempo atrás, meu filho estava lendo este mesmo livro. Mas desta vez a história despertou-me um interesse maior, já que hoje eu assimilo as histórias de maneira diferente. Lembrei também que este mesmo modelo foi adotado modernamente na figura de O Incrível Hulk. A diferença entre os dois é que, enquanto o Dr. Jakyll utiliza metaforicamente uma poção mágica para transformar-se, David Banner só precisa ficar com raiva. A sua raiva, crescendo sem controle em seu ser, o transforma literalmente em monstro, que destroi tudo ao ser redor. A semelhança entre as histórias é notável. E comparando com o mundo real, verificamos que, mais uma vez, a arte imita a vida. Quantos de nós já não se transformou em um monstro, em momentos de extremo desespero frente às dificuldades da vida. Mas os problemas da vida, assim como este sentimento inferior, pertencem ao nosso espírito, e está coerente com o nosso estado evolutivo. Somos ainda tão simples e ignorantes, quanto no momento em que fomos criados. Progredimos bastante, é verdade, mas os traços irracionais da animalidade ainda pulsam em nosso corpo. Já foi dito, tantas vezes: o progresso não dá saltos; é uma conquista lenta, individual, mas progressiva e incessante.

Hoje ainda somos lobos com peles de cordeiros. Dia virá, e este dia não tardará, em que de fato seremos cordeiros com pele de cordeiros.

Mas o que é afinal a raiva? Como ela surge e se desenvolve? Antes de qualquer coisa, devemos lembrar que a raiva não surge de uma hora para outra. A raiva é um sentimento negativo que vai se infiltrando em nosso dia a dia, dominando nossos pensamentos, atrapalhando nosso trabalho, azedando nossos relacionamentos, não permitindo que amemos profundamente e em plenitude.

Diz o yoga que “pessoas evoluídas conservam a raiva por um minuto; as pessoas comuns a conservam por meia hora, e as pessoas ainda não evoluídas conservam por um dia e uma noite. Mas pessoas cheias de mágoas lembram-se de sua raiva até morrer”. E nós, que conhecemos a realidade da vida eterna, podemos completar dizendo que elas conservam a sua raiva ainda por muito mais tempo após a morte, gerando loucura e obsessão.

Naturalmente, muitos casos de raiva acumulada e sem controle podem ser resultado de processos obsessivos. Mas não levaremos esta questão em conta neste estudo, porque o problema da obsessão é muito complexo e carece de maior cuidado para que possamos fazer uma análise adequada.
O Espírito Hahnemann, no Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que “o corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios”.

O monstro existe, e já está criado dentro de nós. Nós o alimentamos dia após dia, silenciosamente com toda a raiva que recolhemos em nossa rotina. A cada bronca que levamos do chefe, é um pratinho de comida que damos ao monstro; no caminho de casa, algum outro motorista nos dá uma “fechada” no trânsito e o monstro ganha mais pouco de comida; chegando em casa, já irritados, brigamos com a mulher, ou com o marido, e aí vai o jantar para o monstro. E é claro, que vamos assistir ao jornal, e o monstro se diverte com tanta sobremesa. E por aí vai. Dia após dia. Chega então o momento em que uma bobagem qualquer dispara o gatilho, e vem a explosão. É a famosa gota d’água. Neste momento o monstro, tão carinhosamente alimentado, por tanto tempo, sai num ímpeto violento de sua casa, que por acaso somos nós, e começa a destruição. E lá se vão anos de dedicação à empresa, esperando por uma promoção ou um aumento; lá se vai também o casamento, o amor e o respeito dos filhos, o orgulho dos pais...

Às vezes, vai também a nossa vida, ou a vida de outros, que ousam cruzar nosso caminho...

Vemos nos noticiários quantas notícias de pessoas que se armam e causam verdadeiras tragédias, matando colegas de escola ou de trabalho, e depois se matando.

Há espíritos, encarnados e desencarnados, que gostam de sentir raiva, pois isto lhes dá prazer pela sensação de poder e sentimento de vingança que ela proporciona. Dizem que se sentem aliviados, por descarregarem o peso de suas costas. E depois, dizem, que são assim mesmo. “É o meu jeito!” E seguem, indiferentes aos outros, como se os outros tivessem obrigação de tolerar “o nosso jeito”.

E depois de tudo, quando caímos em nós mesmos, percebemos o estrago que foi feito. E somente nesta hora descobrimos que o maior prejudicado pela raiva somos nós mesmos. Bate o arrependimento, o remorso. Adianta pedir perdão para todo mundo? Adianta, é claro, mas mesmo que todos nos perdoem, já assumimos uma dívida que terá que ser resgatada no futuro. E o mais importante é perdoarmos a nós mesmos, tentando aprender o que saiu de errado, porque fizemos isso, e como podemos evitar que isso aconteça novamente.

Precisamos aprender a lidar com a raiva para que tenhamos controle sobre ela, para que o monstro que está dentro de nós possa ir aos poucos definhando, até transformar-se em um anjo que seremos um dia.

A melhor solução para estes momentos é afastar-se da situação, tomar um pouco de água, dar uma volta, até que a calma possa ser restaurada. E temos que ter a humildade de perceber que a culpa foi nossa, pois nada, absolutamente nada, justifica um momento de raiva, principalmente quando ocorre com as pessoas que amamos. Não adianta dizer que agimos assim pela conduta de outras pessoas ou situações. Isto é orgulho, achando que este tipo de sentimento não pertence a nós. Isto só aumenta a raiva.

Ao longo dos anos, a raiva não controlada gera depressão, a loucura e a alegria de viver.

Existem muitas maneiras de convivermos e controlarmos a raiva. No Bhagavad Gita, lemos que “Aquele que é capaz de suportar, aqui na terra, a agitação que resulta do desejo e da raiva, é disciplinado; ele é verdadeiramente um homem feliz”.

A prática regular da meditação nos ajuda a dissolver a raiva, nos forçando a olhar para dentro de nós, fazendo a ligação espiritual com Deus, que nos fortalece sempre.

A melhor maneira é cultivar os antídotos da raiva, ou seja, a tolerância e a paciência. Temos que aprender a gerar uma atitude de alegria interior, uma postura de contentamento e agradecimento pelas oportunidades que temos. Temos que aprender a resignação, que é diferente de conformação. Aprender a ter entusiasmo pela vida.

Outra coisa que podemos fazer é evitarmos os motivos que geram a raiva, trabalhando melhor com os nossos conflitos. Segundo Alberto Almeida, deve-se enfrentar o conflito com firmeza, com a caridade necessária. E nunca fugir deles, porque a fuga simplesmente abre espaço para o desenvolvimento do nosso monstro interior. A auto-análise e um diálogo fraterno com a outra parte podem abortar muitos processos dolorosos de raiva, cambiando um sentimento que é negativo em positivo. Em outras palavras: devolver com o bem ao mal que nos é dirigido; fazer nascer o Amor que tudo transforma e tudo pode. O exercício do Amor é um hábito que deve ser incorporado em nossa rotina de vida. Como os hippies da década de 70: “Façamos amor, e não a guerra!”. Mas Amor, e não sexo.

Na verdade, tudo isso já nos foi ensinado, mas relutamos em aprender. Preferimos ficar com a dor, porque achamos o remédio muito amargo.

Há dois mil anos, Jesus nos trouxe o Evangelho, a Boa Nova, nos ensinando a amar aos nossos inimigos, a respeitar o nosso próximo, a praticar a caridade de coração. No Sermão da Montanha, enquanto as multidões ouviam extasiadas as palavras doces, falando das bem-aventuranças, estava embutida a semente do remédio contra a raiva. Isto nos remete diretamente ao capítulo 9 do Evangelho Segundo o Espiritismo, que Kardec tão magnificamente nos codificou, explicando melhor o que Jesus disse: “Bem-aventurados os brandos e pacíficos”.

Jesus nos ensinava, desta maneira, que deveremos ter tranqüilidade para enfrentar os nossos problemas e as nossas dificuldades. Afinal, quem estagia em nosso planeta tem ainda muitos pontos a resolver. Como lembra Um Espírito Amigo:

“A vida é difícil, bem o sei. Compõem-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte”.(ESE, cap. nove).

Novamente, a paciência é lembrada para nos auxiliar. E a paciência tem que ser aplicada, primeiramente, em nós mesmos. Para lembrarmos que nossas dificuldades têm origem nos atos irracionais que praticamos quando queremos resolver tudo à força, sem darmos chance ao diálogo, à fraternidade.

O progresso espiritual somente será alcançado quando nos propusermos a nos melhorarmos, a vigiar nossos pensamentos, a corrigir nossas falhas. “... o homem não se conserva vicioso, senão porque se quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode”.

Lembrando novamente o Espírito Amigo: “Coragem amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer um de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Esta palavra resume tudo”.

Acredito que com esta mensagem, não há mais nada para se comentar.
por Fernando Luiz Petrosky

sábado, 9 de maio de 2009

DIA DAS MÃES

Em homenagem às mães, transcrevo abaixo o texto do Momento Espírita alusivo à data:

AS PROFISSÕES DE MINHA MÃE

Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.
Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.
Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.
Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco.
Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava.
Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu.
Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada.
Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom, quando eu precisava colocar no papel as idéias desencontradas de minha cabecinha infantil.
Ela me fazia dizer em voz alta as minhas idéias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento.
Descobri que minha mãe era enfermeira, com menção honrosa, toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos.
Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto.
Depois, passava o produto antisséptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno band-aid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo.
Descobri que minha mãe cursara a mais famosa Faculdade de Psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado.
E, depois, na adolescência, o namoro desatado, a frustração de um passeio que não deu certo, um desentendimento na escola.
Era uma analista perfeita. Sabia sentar-se e ouvir, ouvir e ouvir. Depois, buscava nos conduzir para um estado de espírito melhor, propondo algo que nos recompusesse o íntimo e refizesse o ânimo.
Era também pós-graduada em Teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo de alguns livros existentes no mundo.
O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro, a presença de Deus.
Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: Deus vela. Não se preocupem.
Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que Ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar.
Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: Não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário.
Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los.
Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos Seus cuidados: alimentando as Suas criaturinhas.
Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular. Não se cansava de ir e vir, várias vezes, de casa para a escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa.
Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral.
Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na Espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na Terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de anjo guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.
Em 17.04.2009.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

EVANGELHO NO LAR E NO CORAÇÃO


Foto: Federação Espírita Brasileira


A Federação Espírita Brasileira lançou no mês de abril uma nova campanha estimulando a prática do Evangelho no Lar.

Com esta campanha, a FEB está mobilizando espíritas, simpatizantes e mesmo irmãos nossos de outras religiões à prática do "Evangelho no Lar".


O que é o Culto do Evangelho no Lar?

Trata-se do estudo do Evangelho de Jesus em reunião familiar. O Culto do Evangelho no Lar, realizado no ambiente doméstico, é precioso empreendimento que traz diversos benefícios às pessoas que o praticam.

Permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus e a prática destes, nos ambientes em
que vivemos. Ampliando-se o conhecimento sobre o Evangelho, pode-se oferecê-lo com mais segurança a outras criaturas, colaborando-se para a implantação do Reino de Deus na Terra.

As pessoas, unidas por laços consangüíneos, compreenderão a necessidade da vivência harmoniosa e, dentro de suas possibilidades, buscarão, pouco a pouco, superar possíveis barreiras, desentendimentos e desajustes, que possam existir entre pais e filhos, cônjuges e irmãos.

Através do estudo da reencarnação, compreenderão que, aqueles com quem dividem o teto, são espíritos irmãos, cujas tarefas individuais, muitas vezes, dependerão da convivência sadia no ambiente em que vieram a renascer.

Aqueles que, desde cedo, têm suas vidas orientadas pela conduta Cristã, evitam, com mais facilidade, que os embriões dos defeitos que estão latentes em seus espíritos apareçam, sanando, desta forma, o mal antes que ele cresça.

Se, porventura, tendências negativas aflorarem, apesar da orientação desde a infância, encontrarão seguros elementos morais para superá-las, porque os ensinamentos de Jesus tornam-se fortes alicerces para a sua superação.

Com o estudo do Evangelho de Jesus aprende-se a compreender e a conviver na família humana.

Assim, conscientes de que são espíritos devedores perante as Leis Universais, procuram conduzir-se dentro de atitudes exemplares, amando e perdoando, suportando e compreendendo os revezes da vida.

Quando o Culto do Evangelho no Lar é praticado fielmente à data e ao horário semanal estabelecidos, atrai-se para o convívio doméstico Espíritos Superiores, que orientam e amparam, estimulam e protegem a todos.


Como fazer o Evangelho no Lar:

1. Convide toda a família residente na casa (se não conseguir sensibilizá-los faça-o sozinho);

2. Escolha um dia e horário certo pra realização do Evangelho a partir daquela data (é necessário a disciplina para se criar um vínculo da família com os Espíritos Superiores que passam a participar do Culto Cristão);

3. Organize numa mesa uma garrafa com água filtrada e copos para que todos possam beber da água fluidificada após o Evangelho.

4. Escolha uma leitura do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" para ser feita no momento. (Essa leitura pode ser ocasional ou a que você escolher no índice, ou, ainda, pela ordem dos capítulos).

5. Faça uma prece rogando a Deus assistência espiritual naquele instante e, peça a Ele, a presença de seu anjo de guarda e espíritos amigos que sempre estão por perto para nos ajudar.
Faça a leitura escolhida pra ocasião e depois teçam alguns comentários sobre o que entendeu do assunto.

6. Em seguida, faça uma prece de agradecimento pedindo ao Pai Amantíssimo proteção para toda a semana incluíndo aí seus vizinhos, amigos, familiares encarnados e desencarnados, bem como, aquelas pessoas com quem não temos maior afetividade ou guardamos mágoa. Rogue aos bons espíritos a fluidificação da água e o passe em cada um dos presentes e em quem se pensar.

A prática do Evagelho no Lar resulta em inúmeras vantagens, principalmente no campo fluídico onde o clima do ambiente torna-se mais favorável à Fé, a Paciência e a prática da Caridade.

O Evangelho no Lar não nos livra dos problemas e sofrimentos, mas nos dá forças para resistir a eles.

Pratique o Evangelho. Sempre faz bem!

AFABILIDADE E DOÇURA

No exercício da afabilidade e da doçura, que atrairá em teu favor as correntes da simpatia, compadece-te de todos e guarda, acima de tudo, a boa vontade e a sinceridade no coração.

Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.

Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.

Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida; a irreflexão no serviço assistencial agrava as doenças e multiplica os desastres.

Com a franqueza agressiva, embora tocada de boas intenções, não serás portador do auxílio que desejas, conseguindo gerar tão somente o desespero e a indisciplina.

Não será com o elogio público ou com a acusação aberta que ajudarás ao companheiro; quase sempre, o louvor humano é uma pedra no caminho e a queixa, habitualmente, é uma crueldade.

Sorrisos e palavras podem estar simplesmente na máscara. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.

Cultivemos a brandura sem afetação; e a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável, para compreender e ajudar, usando situações e problemas, circunstâncias e experiências da vida, para elevar nosso espírito eterno ao templo da luz divina.

André Luiz

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sublime Alguém


Foto: Adriano Barboza

Sublime Alguém

Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém lhe entenderá os problemas complexos da existência.
Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você indefinidamente.
Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que as suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.
Ninguém responderá pelos seus erros.
Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências.
Adira à brandura e à simplicidade.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.
Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida.
Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma alternativa de amor.


Marcos Prisco

Do livro Sementeira da Fraternidade

Psicografado por Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"Quem procura intimidade contra os desafios da vida, enfraquece, envilece o caráter, sem nunca alcançar o âmago da felicidade.
(...). Sabemos que enquanto houver desafios a solucionar, dor a acalmar, angústia a dissipar, solidão a vencer, etc, o homem estará aprendendo, pela força do sofrimento, o amor, o desprendimento, portanto fazendo um treinamento, construindo sua própria felicidade.
O homem que se autoconhece faz disciplina pessoal, é lúcido, alegre, sua inteligência está sempre brilhando. Há nele prontidão para amar e ser amado, não teme a morte, crê com firmeza na eternidade, porque crê no Criador.
Coragem, esperança e luz."

Leocádio José Correia

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Se no trânsito da Terra você tiver a infelicidade de nunca se incomodar, de não ter problemas, desafios, se tudo for resolvido, se você for permanentemente protegido, significa que você é um mero espectador e não um participante ativo da vida. No gozo de sua segurança, conforto, proteção, você olhará para o mundo, para aqueles que estão construindo, trabalhando, e perceberá que a vulnerabilidade, a insegurança, a indecisão, até mesmo algumas vezes o desespero, significam a força da escolaridade da vida terrena, a forja, o aprendizado, o equilíbrio.
E com certeza você descobrirá que nada está parado, todos e tudo compõem a dinâmica do Universo.
Assim, você perceberá que a caminhada é mais importante para o aprendizado do que a chegada."

Leocádio José Correia