domingo, 27 de dezembro de 2009

DE NOVO

Se caíste em serviço,
Levanta-te e caminha.
Por nada te envergonhes
Começar outra vez...

Nem te humilhe rogar
Auxílio a um companheiro.
Ainda moras na Terra,
Não no País dos Anjos.

Toma a charrua e lavra
O solo que te espera.
De novo, planta o bem;
Deus te protegerá.

Emmanuel
Do livro: O Essencial

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

NATAL DO CORAÇÃO

Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez!...

Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como erva daninha que espreita a ausência do lavrador.

Não retenhas, assim, a riqueza do coração que podes dar, tanto quanto maior potentado da Terra!

Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz te banhe a vida.

Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto! Com Ele, inflamarás de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado, e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão... Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo transformando o altar de teu coração em altar de Deus!...

Que tesouro terrestre pagará o gesto de compreensão no caminho empedrado, o sorriso luminoso da bondade mo espinheiro da sombra e a oração do carinho e do entendimento no instante da morte?

Natal no espírito é a comunhão com Ele próprio.

Ainda que te encontres em plena solidão na manjedoura do infortúnio, sai de ti mesmo e reparte com alguém o dom inefável de tua fé.

Lembra-te de que Ele, em brilhando na manjedoura, tinha consigo apenas o amor a desfazer-se em humildade e, em agonizando na cruz, possuía apenas o coração, a desfazer-se em renúncia...

Mas, usando tão-somente o coração e o amor, sem uma pedra onde repousar a cabeça, converteu-se no Salvador do Mundo e, embora coroado de espinhos, fez-se o Rei das Nações para sempre.

Meimei

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

IDÉIAS PARA HOJE

Ninguém foge aos princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo.

Cada um de nós onde se encontra agora permanece em meio da colheita daquilo que plantou, com a possibilidade de efetuar novas sementeiras.

Em nossas próprias tendências de hoje será possível entrar no conhecimento do que fazíamos ontem.

Achamo-nos todos presentemente no lugar certo, com as criaturas certas e com as obrigações exatas, a fim de realizarmos o melhor ao nosso alcance.

Dizem os sábios que Deus dá o frio, conforme o cobertor, para que o homem saiba dar o cobertor, conforme o frio.

André Luiz
Do livro: Endereços da Paz

domingo, 13 de dezembro de 2009

PROBLEMAS E DIFICULDADES

Não admita possa alguém construir algo de bom sem dificuldade.
Pense nos problemas que uma simples semente deve encontrar a fim de germinar para servir.

Indique uma pessoa capaz de se manter na onda do êxito sem sofrer os obstáculos.

Muitas vezes, é na prestação de algum serviço incômodo que você vai achar os melhores ingredientes para a solução de seus problemas.

Não ore por vida fácil.
Roguemos a Deus ombros fortes, não só para carregar o bendito fardo das obrigações que nos competem, como também para sermos mais úteis.

Cada coração pode ser um manancial de bênçãos.


André Luiz
Do Livro: Endereços da Paz

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PRECEITOS


Imagem: Google Imagens

Agora é o seu mais belo momento de realizar o bem.

Ontem passou e amanhã está por vir.

Qualquer encontro é uma grande oportunidade.

Pense nas sementes minúsculas de que a floresta nasceu.

Não deixe de falar, mas aprenda a ouvir.

Quem sabe escutar pacientemente, encontra pistas notáveis para o êxito no serviço que abraçou.

Fuja de cultivar conversações menos dignas.

Não dê tempo às lamentações.

Meia hora de trabalho, no auxílio ao próximo, muitas vezes consegue alterar profundamente os nossos destinos.

Não mostre o rosto triste.

Muita gente precisa de sua alegria para levar alegria aos outros.

Não menospreze quem bate à porta, conquanto nem sempre esteja você disponível.

Em muitas ocasiões, aquele que aparentemente incomoda é o portador de grande auxílio.

A ninguém considere inútil ou fraco.

Um palácio, comumente, é construção enorme; no entanto, nem sempre oferece agasalho ou acesso, sem a colaboração de uma chave.

Não persista em obstinações, reações ou discussões desnecessárias.

Em muitos casos, um simples prego, atacando uma roda, pode retardar a viagem num carro perfeito.

Auxilie a todas as criaturas que lhe partilham o clima individual.

Ainda mesmo na doença mais grave ou na penúria mais avançada, você pode prestar um grande serviço ao próximo:

Você pode sorrir e espalhar um pouco do amor de DEUS que existe em todos nós.

Emmanuel

domingo, 6 de dezembro de 2009

ANTE OFENSAS

Não dês guarida a ofensas, nem te faças igual ao ofensor.

Se alguém te perturba e revidas, és semelhante a ele.

Se te ferem e não revidas, estás melhor situado do que ele.

Se te ofendem e perdoas, esquecendo a ofensa, enquanto aquele cai, levantas-te e marchas, situando-te em clima de paz superior ao dele.

Se, todavia, após perdoares e esqueceres, resolveres ajudar o teu ofensor, terás logrado a plenitude do que almejas, desde que ele, embora sem o saber, é instrumento da vida para admoestar-te no instante necessário, acusando-te de erros cometidos, ou que poderias, ou poderás cometer, colocando-te em alerta, contra ti mesmo, em considerando que os adversários mais severos estão sempre no homem, em forma de inferioridade e paixões, e não fora dele como se supõe.

Ninguém mais atacado, desdenhado, ofendido, escarnecido do que Jesus... Entretanto, sem débito de qualquer natureza, permaneceu impertérrito ante os perseguidores gratuitos, testemunhando que os legítimos valores são as qualidades íntimas e que a realeza verdadeira é inerente àquele que superou óbices e problemas, planando em harmonia íntima, acima de quaisquer circunstâncias.

O diamante na lama não deixa de manter o valor que lhe é próprio. E a estrela que reflete no lodo mantém o mesmo brilho que possui, quando rutilando na placidez da água cristalina.

Não te agastes, portanto, com as ofensas que te cheguem.
Se permaneceres íntegro, não te atingirão, porquanto és o que vitalizes e não o resultado das impressões e agressões naturais do roteiro de sublimação.

Segue adiante, haja o que houver, considerado ou não, certo de que todo ofendido de hoje resgata as ofensas que ontem praticou.

Bem-aventurado, pois, quando ofendido e perseguido, porque o reino dos céus te alcançará em breve o espírito!

Joanna de Ângelis
Do Livro: Celeiro de Bênçãos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TEORIA E PRÁTICA

O conhecimento liberta da ignorância. Todavia, somente a sua aplicação liberta do sofrimento.

Há uma expressiva diferença entre a teoria e a prática, em todos os segmentos da humanidade.

A teoria ensina. Porém, a prática afere-lhe o valor.

Não basta saber. É imprescindível utilizar o que se conhece.

O conhecimento, em verdade, amplia os horizontes do entendimento.

Não obstante, a sua aplicação alarga as paisagens da vida.

A mente conhecedora deve movimentar as mãos no uso desses valiosos recursos.

O conhecimento de importância é aquele que pode mover essas conquistas em favor do bem do seu possuidor, assim como do meio social onde este se encontra.
Nula é a informação que não produz bênçãos, nem multiplica as disposições da pessoa para a ação útil.

Conhecendo saberás que a tua renúncia auxilia a comunidade, sem que esperes a abnegação dos outros a teu benefício.

O conhecimento superior estimula à imediata atividade.

Acumular informações sem finalidade prática, transforma-se em erudição egoísta que trabalha em benefício da presunção.

Tens a obrigação de conhecer para viver. Simultaneamente, deves viver praticando os salutares esclarecimentos que armazenas, contribuindo para uma existência realizadora, humana e feliz.

Quando leias, exercita a praticidade do contributo cultural que assimilas.
O tempo urge, e as oportunidades de aplicação constituem tuas chances de progresso como de paz.

****

Conta-se que célebre monge budista, estudando algumas suras, descobriu que se não devia utilizar a pele de animais para conforto pessoal.

De imediato, levantou-se do catre e dali retirou o couro de um urso que lhe servia de apoio macio sobre as ripas da enxerga áspera.

Prosseguindo a leitura, porém, encontrou assinalado que, no entanto, se poderia usar a pele dos animais, quando se estivesse enfermo, esquálido ou envelhecido, a fim de ter diminuídas as penas e dores.

Ato contínuo, tomou da mesma com respeito, colocou-a no lugar de onde a retirara, sentou-se sobre ela e continuou a ler...

Conhecimento que não transforma em utilidade, pode ser qual "sepulcro caiado por fora", ocultando vérmina e morte por dentro, responsável pelo bafio do orgulho e da ostentação.

Joanna de Angelis
Do livro: Momentos de Felicidade

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DEUS NÃO DESAMPARA

Se o Apocalipse está repleto de símbolos profundos, isso não impede venhamos a examinar-lhe as expressões, compatíveis com o nosso entendimento, extraindo as lições suscetíveis de ampliar-nos o progresso espiritual.

O versículo mencionado proporciona uma idéia da longanimidade do Altíssimo, na consideração das falhas e defecções dos filhos transgressores.

Muita gente insiste pela rigidez e irrevogabilidade das determinações de origem divina, entretanto, compete-nos reconhecer que os corações inclinados a semelhante interpretação, ainda não conseguem analisar a essência do amor que apaga dívidas escuras e faz nascer novo dia nos horizontes da alma.

Se entre juízes terrestres existem providências fraternas, qual seja a da liberdade sob condição, seria o tribunal celeste constituído por inteligências mais duras e inflexíveis?

A Casa do Pai é muito mais generosa que qualquer figuração de magnanimidade apresentada, até agora, no mundo, pelo pensamento religioso. Em seus celeiros abundantes, há empréstimos e moratórias, concessões de tempo e recursos que a mais vigorosa imaginação humana jamais calculará.

O Altíssimo fornece dádivas a todos, e, na atualidade, é aconselhável medite o homem terreno nos recursos que lhe foram concedidos pelo Céu, para arrependimento, buscando renovar-se nos rumos do bem.

Os prisioneiros da concepção de justiça implacável ignoram os poderosos auxílios do Todo-Poderoso, que se manifestam através de mil modos diferentes; contudo, os que procuram a própria iluminação pelo amor universal sabem que Deus dá sempre e que é necessário aprender a receber.

Emmanuel

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO

Reserva-te alguns minutos para a meditação antes de tomar atitudes, de assumir compromissos.

Os melhores conselhos que recebes são guias e não soluções.

Os teus problemas pertencem-te e a ti cabe solucioná-los.

Transferir responsabilidades para os outros é fugir ao dever.

Como não é justo que te acredites responsável por tudo, também não é correto que culpes os outros por todas as ocorrências infelizes que te alcancem.

Renovação moral é compromisso para já, e não para oportunamente.

Cada vez que postergas a ação dignificadora em favor de ti mesmo, as circunstâncias se tornam mais complexas e difíceis.

Em ti próprio estão as respostas para as interrogações que bailam em tua mente.

Aclimata-te ao silêncio interior e ouvirás com clareza as diretrizes para equacioná-las.

No dia-a-dia aprenderás a te encontrares, se o intentares sempre.

Um dia é valioso período de tempo, cheio de incidentes para serem resolvidos e rico de oportunidade para elevação pessoal.

Ganha cada momento, fazendo uma após a outra cada tarefa, e terminarás a jornada em paz.

Reflexiona, portanto, antes de agires, para que, arrependido, não venhas a meditar só depois.

Joanna de Angelis
Do livro Episódios Diários

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

FAZER PARA SER

Acordaste para as realidades da Vida Imperecível e, provavelmente, anseias partilhar as iniciativas que se relacionam com as grandes realizações.

E porque não possa isso se te oferecer, de imediato, recolhes-te, habitualmente à omissão, marginalizando os melhores ideais.

Entretanto, vale refletir no valor do tempo e na importância da iniciação, tocando mãos à obra.

Nem sempre disporás de assembléias atenciosas ou de palavra experiente a fim de veicular os princípios que abraças, no entanto, sempre possuis no recinto doméstico ou no grupo de trabalho alguns corações para os quais a tua compreensão estimulante e consoladora se te fará uma bênção.

Não obterás a fundação instantânea de um hospital a que se abriguem numerosos enfermos, mas, sem dificuldade, consegues ser a visita reconfortante para algum doente esquecido.

Não instituirás de improviso o apostolado da tristeza, promovendo círculos de ação curativa, contudo, é provável contes com alguém no campo afetivo, em dificuldades da alma, pedindo-te tolerância e paciência para que se lhe recuperem a segurança e o equilíbrio.

Não estabelecerás de repente esta ou aquela obra assistencial com que alivies o sofrimento de quantos te procuram em condições de necessidade, todavia, nada te impede de repartir o próprio pão com aqueles que esmorecem na carência de recursos materiais.

Lembra-te da semente que se conforma com o próprio esforço no templo se transforma na árvore carregada de frutos; da fonte que exemplifica humildade e se transfigura na represa de força; no fio simples que se esquece em disciplina para servir e se converte em mensageiro de luz.

Para que te incorpores à construção do bem de todos, estuda e raciocina, de vez que não avançarás sem discernimento, mas não te confies à expectação inoperante suscetível de arrojar-te à inutilidade.

Fazer o melhor ao nosso alcance, a fim de sermos capazes de realizar o melhor em favor dos outros.

No levantamento do Reino de Deus, a começar de nós próprios, o Senhor não nos pede o impossível, mas é natural espere de nós o melhor que possamos fazer.

Emmanuel
Do livro: Mentores e Seareiros

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DESCULPAR

Desculpe e você compreenderá.

Onde existe amor não há lugar para ressentimento.

Ao colocar-se na condição de quem erra, seja qual seja o problema, de imediato, você notará que a compaixão nos dissolve qualquer sombra de crítica.

A existência humana é uma coleção de testes em que a Divina Sabedoria nos observa, com vistas à nossa reabilitação para a Vida Superior; quem hoje condena o próximo não sabe que talvez amanhã esteja enfrentando os mesmos problemas daqueles companheiros presentemente em dificuldade.

Nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue as trevas.

Às vezes, aquilo que parece ofensa é o socorro oculto do Mundo Espiritual em seu benefício.

A misericórdia vai além do perdão, criando o esquecimento do mal.

Em muitas ocasiões, a Divina Providência nos permite erro para que aprendamos a perdoar.

A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.

Perdão é a fórmula da paz.

Aprendamos a tolerar, para que sejamos tolerados.


André Luiz
Do livro: Respostas da Vida

domingo, 15 de novembro de 2009

O HOMEM NO MUNDO

Durante seus primeiros passos no ambiente terreno, viveu o homem primitivo um período de predominância dos instintos. Equiparando-se aos animais, não tinha lucidez para julgar o que era certo ou errado. Não sabia discernir entre o bem e o mal.

Livre da consciência, matava e comia quando tinha fome; buscava rios e lagos quando tinha sede; deitava-se e dormia quando tinha sono.

Tinha vida em plena liberdade. Mas por não conhecer o valor que esta representa, e preso às paixões impulsivas de seus instintos animais, não se preocupa com a vida, e o que ela representa em sua essência.

Eram dias difíceis. Porém, em contrapartida, de grande felicidade, pois tal como a criança, não tinha compromissos e obrigações que lhes lembrassem o sentido de responsabilidade.

A vida então se descortinava a cada dia em forma de um espetáculo de cores e sons que hoje nos parece irreal. As paisagens que se abriam aos seus olhos parecia ser o próprio Éden, que se perdia na linha do horizonte em telas multicores, banhadas pela luz dourada do sol, e refrigerada pela brisa pura de sua atmosfera.

Observando as maravilhas do planeta em que vivia, e apesar de sua condição inferior, tinha em seu íntimo a intuição da existência de Deus, e demonstra de maneira inocente e espontânea sua espiritualidade. Por este motivo, o homem primitivo identificava Deus nos fenômenos da natureza, e o adorava e temia nos raios, nos trovões, no fogo, etc. Criava também figuras mitológicas, onde imaginava retratar o Criador, em estátuas de pedra, para as quais rendia graças.

Hoje vemos os registros arqueológicos, e nos espantamos com a diversidade de sinais religiosos primitivos. Porém, em essência, são os mesmos seres primitivos de ontem, vivendo no mesmo planeta, mas com outra roupagem.

Mas no nosso passado, tal como fazemos hoje, buscamos as respostas que nos faça entender o mundo à nossa volta. Chega um momento em que a simples visão das paisagens bonitas nos fazia notar e questionar a regularidade da natureza, a alternância ente o dia e a noite, entre a chuva e a seca, entre o frio e o calor. Observamos que nem todos os animais matavam para comer; que alguns voavam, outros nadavam. Notamos estarrecidos que nós mesmos éramos diferentes uns dos outros. Alguns eram machos e outros eram fêmeas. E as perguntas não paravam de martelar; por quê?

Eram os primeiros sinais do raciocínio lógico a dominar nossa mente de idéias e pensamentos que mudaram os destinos da Terra.

Mas, faltando ainda o discernimento e o equilíbrio, esquecemos um pouco de nossa espiritualidade, e passamos a cultuar a mente e a ciência.
O homem passou do ser primitivo que era para o homem racional. E grandes pensadores surgiram, muitas escolas do pensamento se abriram. Entre as várias correntes, uma se destacou e que foi inaugurada por Descartes, que brindou o mundo com seu paradigma mecanicista, que tenta encaixar todas as questões que afligem o ser humano em regras e leis uniformes. E a observação e conhecimento destas leis poderiam trazer ao homem as respostas que tanto procura. No entanto, faltou a humildade para reconhecer eu estas leis são de Deus, que as criou para que tivéssemos uma vida em plenitude, e pudéssemos usar todas os recursos naturais para nossa sobrevivência e evolução.

O paradigma existencialista reflete a postura do homem que, perdido entre a frieza do raciocínio e as benesses da espiritualidade, ficou perdido no meio do caminho, não aceitando as alternativas colocadas à disposição. Não sabe de onde vem, nem para onde vai, mas sabe que não quer aceitar nada. A intenção do ser existencialista é driblar a morte, perpetuando sua permanência no mundo terreno. E porque isto não é possível, deixa-se dominar pela tristeza, pelo desânimo, pelo pessimismo persistente e exagerado.

Não demorou muito para que o homem percebesse que a única maneira de reencontrar a felicidade e o paraíso perdido era voltar às origens e reencontrar Deus, o Criador que nos presenteou a vida. Reencontrar a espiritualidade perdida passa a ser a nova meta do homem no mundo.

Percebemos esta preocupação pela quantidade de religiões e doutrinas espalhadas pelo mundo, e que expressam esta busca incessante e desenfreada.

No ESE, no cap. XVII, temos a instrução de um Espírito Protetor, que nos dá a visão espírita do assunto.

Não é por acaso que a genialidade de Kardec inseriu este texto no capítulo intitulado “Sede Perfeitos”. Porque vemos que o maior objetivo do homem no mundo é buscar a perfeição. Tudo que fazemos no planeta Terra é visando a perfeição, ainda que não percebemos. A busca da perfeição, naturalmente, nos exige uma dose de força moral suficiente para vencermos os problemas, as dificuldades e as tentações que surgem no nosso caminho. Há que se seguir um roteiro seguro que traga sucesso em nossa empreitada. Se não conseguirmos resultados agora, não há motivos para desânimo, pois novas oportunidades surgem, outras vidas virão, novos encontros surgirão.

Kardec nos falou muito da reforma íntima. E na questão da busca da perfeição o primeiro ponto a definir é a renovação interior, começando pelos nossos pensamentos e nossos corações.

Temos que deixar de lado sentimentos que nos trazem a felicidade aparente, mas que iludem nossos sentidos, anestesiam nosso raciocínio. É necessário elevar o pensamento ao alto pedindo forças para suportarmos com retidão todas as dificuldades, sem nos entregarmos ao desânimo e à revolta. Precisamos aprender a cultivar um sentimento de piedade pelos que passam por dificuldades, e auxiliarmos sempre que possível.
Não estamos sozinhos no mundo. O homem é um ser social por excelência. Por isso, toda evolução e progresso deve ser sempre em contato com todos que dividem este espaço conosco. É ilusão achar que isolando-nos a uma vida mística, de contemplação, de culto exclusivamente a Deus irá nos tornar melhores.

É com ajuda uns dos outros que conseguiremos forças para melhorar. Além do mais, o contato com a sociedade nos permite excelentes condições de corrigirmos nossos erros do passado, e que exigem o nosso esforço. Jesus nos falou que não subiremos ao Reino dos Céus enquanto não quitarmos o último ceitil.

Porém, o mérito é conviver em sociedade sacrificando os desejos desnecessários, no intuito de se melhorar, melhorando os que conosco convivem. É orar e vigiar sempre.

Desta forma, conseguiremos manter a alegria e a jovialidade naturais, que nos abrem o caminho para o cultivo de bons relacionamentos. E se nossos companheiros não quiserem nos seguir neste momento, não há motivos para tristeza. Para cada um, o momento chega em períodos diferentes. Por isso, não é necessário forçar os outros a pensar e agir como nós. O respeito é fundamental para uma boa convivência social.

Agindo desta forma, sob esta diretriz, percebemos que não precisamos nos manter exageradamente sérios, renunciando a tudo. Podemos e devemos nos distrair, aproveitar os prazeres que a vida nos dá para relaxarmos e aliviarmos as pressões. Porém, sempre de forma saudável. O grande problema do mundo hoje é pensar que precisamos abrir mão do bom senso para conseguir diversão.

Nas festas sociais e populares, a fim de conseguir alegria e satisfação, abrimos as portas do nosso espírito a todo tipo de vícios, que irão nos atrasar o caminho, pois a satisfação que estas sensações trazem são fugazes como o tempo. São oportunidades perdidas, que deverão ser revisitadas, até que possamos supera-las.

Por isso, a orientação de Jesus: “Orai e vigiai”.

Elevar o pensamento para agradecer o que já conseguimos. E lembrar que em tudo há a presença de Deus.

É necessário também ajudar os irmãos que tem mais dificuldades do que nós, e os que ficam para trás. O mundo é uma embarcação em que entramos de mãos dadas, e temos que sair da mesma forma. O isolamento nos afasta deste propósito e nos leva ao egoísmo.

É preciso, por fim, cuidar do nosso corpo e do nosso espírito. O corpo é propriedade de Deus, que nos foi dado por empréstimo para podermos cumprir nossa missão na Terra, que é melhorar o espírito. Lembrando, buscar a perfeição.

A tarefa é grande, e o trabalho é árduo. Mas se nos propomos a construir um mundo melhor, deixando nossa marca na senda do progresso, o peso da carga se dilui, pois teremos uma caravana de Espíritos encarnados e desencarnados que nos ajudarão.

E quando o desânimo surgir, lembremos de Jesus, que era perfeito e puro, e mesmo assim sofreu, não para nos salvar, mas para mostrar o caminho da salvação, da perfeição. O exemplo de Jesus é suficiente para nos dar forças, e a lembrança de que suas palavras são a melhor obra de auto-ajuda que já existiu. Amélia Rodrigues lembra que hoje a convulsão do mundo prossegue, porque Jesus continua esquecido.

Hoje, a missão do homem no mundo é resgatar a imagem de Jesus, evangelizando-se, e fazendo o bem sempre.

por Fernando Luiz Petrosky

PSICOGRAFIA NA CASA ESPÍRITA JOÃO GHIGNONE



No próximo domingo, dia 22/11/2009, a partir das 08:00 horas, haverá um trabalho de psicografia com o médium Orlando Noronha Carneiro, na Casa Espírita João Ghignone, em Campo Largo.

A psicografia é o modo como os espíritos se comunicam conosco através da escrita. Este trabalho, longe de intentar o sensacionalismo ou exibição pública, tem a intenção de trazer um pouco de alívio e esperança para aqueles que perderam um ente querido e ainda não aceitaram a situação, por não conhecerem os postulados da Doutrina Espírita, consoladora por natureza.

Também não há garantia de que todos receberão mensagens, pois não há como saber a condição em que o espírito familiar está.

Independente de se obter ou não a mensagem, é um momento de muita emoção e carinho.

A Casa Espírita João Ghignone fica na Travessa Emingo Angelo, 390 - Centro - Campo Largo/PR

Maiores informações: casaespiritajoaoghignone@hotmail.com

sábado, 14 de novembro de 2009

UMA ESPERANÇA

Quando as coisas vão erradas e o momento é de crise, não pense que todos os seus esforços têm sido em vão, segue.

Talvez tudo tenha sido para melhor. Sorria ...

E experimente outra vez!

Pode ser que o seu aparente esforço venha a ser a porta mágica que o conduzirá para uma nova felicidade, que você jamais conheceu.

Você pode estar enfraquecido pela luta, mas não se considere vencido.

Isso não quer dizer derrota.

Não vale a pena gastar seu precioso tempo em lágrimas e lamentos.

LEVANTE-SE

E enfrente a vida outra vez.

E, se você guardar em mente a alto objetivo de suas aspirações, os seus sonhos se realizarão.

Tire proveito dos seus erros.

Colha experiências das suas dores.

E, então, um dia você dirá:

"... GRAÇAS A DEUS EU OUSEI EXPERIMENTAR OUTRA VEZ, E REENCONTREI A PAZ, O AMOR E A FELICIDADE ..."

Autoria Desconhecida

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Apoia-te ao bastão da certeza reencarnacionista, aproveita o padecimento ultriz, ajuda os verdugos da tua harmonia, mas dá-lhes a luz do conhecimento espírita para que, também eles, os problemas em si mesmos, elucidem os próprios enigmas e dramas, rumando para experiências novas com o coração afervorado e o espírito tranquilo.

Joanna de Ângelis

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

1 - Não te encolerizes.
O punhal da nossa ira alcança-nos a própria saúde, impondo-nos o vírus da enfermidade.

2 - Não critiques.
A lâmina de nossa reprovação volta-se, invariavelmente, contra nós, expondo-nos as próprias deficiências.

3 - Não comentes o mal do próximo.
O lodo da maledicência derramar-se-á sobre os nossos passos, enodoando-nos o caminho.

4 - Não apedrejes.
Os calhaus da nossa violência de hoje tomarão amanhã, por alvo, a nossa própria cabeça.

5 - Não desesperes.
O raio de nossa inconformação aniquilará a sementeira de nossos melhores sonhos.

6 - Não perturbes.
O ruído de nossa dissensão desorientar-nos-á o próprio raciocínio.

7 - Não escarneças.
O fel de nosso sarcasmo azedará o vinho da alegria no vaso de nosso coração, envenenando-nos a existência.

8 - Não escravizes.
As algemas do nosso egoísmo aprisionar-nos-ão no cárcere da loucura.

9 - Não odeies.
A labareda de nosso ódio incendiar-nos-á o próprio destino.

André Luiz

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Quem se afervora à batalha de sublimação, perdoa e esquece ofensas, males, dores e sombras, para pensar somente no “Reino dos Céus” e, como por encanto, guardando a paz consigo, constata que tudo o mais já se encontra acrescido no próprio coração, sem necessidade de mais nada.

Joanna de Ângelis

domingo, 8 de novembro de 2009

REFLITA

Não se deprecie.
Não diga que você não merece a bênção de Deus.
Atendamos à realidade.
Se a Divina Providência não confiasse em você, não teria você em mãos tarefas importantes quanto estas:
uma criatura querida a proteger;
alguém a instruir;
uma casa a sustentar;
um doente para assistir;
uma profissão a exercer;
esse ou aquele encargo, mesmo dos mais simples;
algum ensinamento a compor;
essa ou aquela atividade de auxílio aos semelhantes;
algum trato de terra a cultivar;
determinada máquina para conduzir.

Se a sabedoria da Vida nada esperasse de você não lhe teria dado tantos recursos, quais sejam:
a inteligência lúcida que auxilia a discernir o certo do errado;
a noção do bem e do mal;
as janelas dos cinco sentidos;
a capacidade mental cujas manifestações você pode aprimorar ao infinito, empregando o esforço próprio;
a visão do corpo e da alma com que você realiza prodígios de observação e de análise;
a palavra, que você é capaz de educar, e com a qual você encontra as maiores possibilidades de renovar o próprio destino;
a audição com que recolhe mensagens de todos os setores da existência tão só pelo registro de sons diferentes;
as mãos que lhe complementam os braços, expressando-se por antenas hábeis de serviço;
as faculdades genésicas que, iluminadas pelo amor e dirigidas pelo senso de responsabilidade, lhe conferem poderes incomparáveis de criatividade nos domínios do corpo e do espírito;
os pés que transportam você, atendendo-lhe a vontade.

Se você detêm maiores áreas de ação ou usufrui vantagens mais amplas, no que se reporta aos encargos e benefícios aqui relacionados, então você já obteve significativas promoções nos quadros da vida.

Quanto a imperfeições ou deficiências que ainda nos marquem, convém assinalar que estamos em evolução na Terra, sem sermos espíritos perfeitos

Reflitamos nisso e aceitemo-nos como somos, procurando melhorar-nos e, ao melhorar-nos, estamos construindo o caminho certo para a Espiritualidade Maior.

ANDRÉ LUIZ

sábado, 7 de novembro de 2009

ORAÇÃO

Senhor,no silêncio dessa prece,venho pedir-te, a paz , a sabedoria,a força.

Quero sempre olhar o mundo com os olhos cheios de amor.

Quero se paciente,comprensivo,prudente.

Quero ver alem das aparências,teus filhos ,comoTu mesmo os vê.

E assim Senhor,ver sómente o bem em cada um deles.

Fecha meus ouvidos a todas as calúnias; guarda minha língua de todas as maldades.

Para que só de bênçãos se encha a minha alma.

Que eu seja tão bom e tão alegre,que todos aquelea que se aproximarem de mim sintam a Tua presença.

Reveste-me de Tua beleza,Senhor, e que nodecurso deste dia eu Te revele a todos...

EMMANUEL

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PENSAR

O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. Em qualquer tempo, é muito importante não nos esquecermos disso.

A idéia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.

A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente. Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos, virá unicamente da mudança de seus pensamentos.

Imagine a sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de idéias, observará que o tempo lhe tratá as realizações esperadas.

As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense. Nesta verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem quanto ao mal.

Observe e verificará que você mesmo atraiu para o seu campo de influência tudo o que você possui e tudo aquilo que faz parte do seu dia-a-dia.

Deus é Amor e não pune criatura alguma. A própria criatura é que se culpa e se corrige, ante os falsos conceitos que alimente com relação a Deus.

Em nosso íntimo a liberdade de escolher é absoluta; depois da criação mental que nos pertence, é que nos reconhecemos naturalmente sujeitos a ela.

O Bem Eterno é a Lei Suprema; mantenha-se no bem a tudo e a todos e a vida se lhe converterá em fonte de bênçãos.

Através dos princípios mentais que nos regem, de tudo aquilo que dermos de nós aos outros receberemos dos outros centuplicadamente.


André Luiz
Do livro: Respostas da Vida

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A MORTE É UMA PASSAGEM PARA ONDE?



No dia dois de novembro se comemora o Dia de Finados, ou o Dia dos Mortos. É uma data em que relembramos os amigos e parentes que já se foram, e que deixaram saudades. E a saudade nos faz reviver sentimentos que pensávamos ter esquecido, mas que na verdade estavam mascarados, escondidos atrás de posturas diversas, como indiferença, esquecimento e agitação, que representam, por sua vez, fugas psicológicas para não enfrentarmos o problema real, que é ausência física de quem temos muita afeição.

Mas o dia de finados nos traz muito mais do que sentimentos saudosos. Faz-nos refletir (ou pelo menos deveria fazer) sobre este fato natural, mas que toma feições macabras ou misteriosas para algumas pessoas, e um medo desesperado por parte de outras.

Mesmo para muito de nós, espíritas, que temos conhecimento de muitos fatos acerca da vida espiritual, e que sabemos que a vida continua, a morte ainda é uma incógnita, que pode nos tirar tudo aquilo que amamos. E a pergunta vem, naturalmente: afinal, a morte é uma passagem para onde?

Esta é a pergunta que tentaremos responder através deste estudo.

O que é a morte

“Morrer é somente mudar de estado.” (Joanna de Angelis)

Nenhum de nós foi criado para a imortalidade biológica. Todos os seres vivos, sem exceção, têm seus ciclos naturais bem definidos, ou seja, nasce, cresce e morre. Não há como fugir deste fatalismo inevitável. Isto foi claramente explicado pelos Espíritos, na resposta da pergunta 728 do LE: “É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque o que chamais destruição não é senão uma transformação que tem por objetivo a renovação e melhoramento dos seres vivos.”

Tecnicamente, a morte é a cessação da vida, instante em que todas as células e órgãos do nosso corpo encerram suas atividades, como operários que encerram o expediente de trabalho, parando a fábrica. Porém, como os operários continuam existindo após a parada da fábrica, somos levados a uma conclusão lógica e natural, de que existe algo mais além do trabalho. Assim é a nossa vida biológica. Um dia, todos os nossos órgãos irão se desligar, alguns antes, outros depois, ou todos juntos, dependendo da situação.

O desligamento do nosso espírito ocorre gradualmente, iniciando pelas extremidades, uma vez que o coração, já fraco, não consegue suprir a circulação sanguínea adequadamente. Os técnicos do plano espiritual que nos auxiliam neste processo concentram, pouco a pouco, a energia vital na região do coração, até romper-se definitivamente o laço semi-material que nos liga ao plano físico, quando então partimos para outras paragens.

Este desligamento é mais ou menos rápido, mais ou menos doloroso, de acordo com o tipo de vida que cada ser escolheu para si. Naturalmente, em caso de acidentes ou mortes violentas, este processo se completa após o instante da morte. No livro Quem tem medo da morte?, Richard Simonetti esclarece que morrer é diferente de desencarnar. A morte ocorre quando o coração para de funcionar. Já o desencarne, que é o desligamento em si, pode demorar dias, semanas ou até meses ou anos, dependendo do apego material que cada indivíduo tem pela vida.

Os homens que souberam viver a vida e as oportunidades, sentir-se-ão tranqüilos, mas os que perderam o tempo precioso, em processos diversos de desbaratamento de energias, não sabem o que pode lhes acontecer. E uma aflição naturalmente lhes domina o espírito. Diz Leon Denis que “a hora da separação é cruel para o espírito que só acredita no nada (...) Pacífica, resignada, alegre mesmo, é a morte do justo (...)”.

A morte física chegará a todos, sem distinção. É parte de um processo bem elaborado de evolução, que nos leva sempre para mais próximos de Deus. Portanto, é importante saber que continuaremos existindo do mesmo modo, mas em outro lugar. Desta forma, é inútil a lamentação da perda física, uma vez que após a cessação da vida, o corpo físico se decompõe, retornando à natureza que processa a reciclagem dos componentes orgânicos.

O que a morte representa

Sendo a morte apenas uma passagem, uma mudança de um estado para outro, importa sabermos que a nossa consciência estará intacta quando o processo de desencarne se concluir.

Deixamos o corpo físico, que não nos servirá mais, e gradualmente retornaremos às atividades para as quais temos maior interesse ou afeição. A morte então representa a liberdade do espírito, que livre do fardo material, tem rompidos os elos que o prendiam a uma existência muitas vezes penosa.

É o momento de se fazer o balanço dos atos que praticamos, e confrontarmos com os erros que cometemos. Assim como o instante da morte, esta etapa pode ser mais ou menos longa, mais ou menos dolorosa.

Como diz Leon Denis, “Ele (o espírito) é o seu próprio juiz. Caído o vestuário de carne, a luz penetra-o e sua alma aparece nua, deixando ver o quadro vivo dos seus atos, de suas vontades, de seus desejos.”

Tudo o que fizemos durante a existência volta à nossa recordação, e é justamente esta lembrança que fará feliz ou triste o momento de avaliação, pois as coisas boas que fazemos proporcionam uma agradável sensação, enquanto que as coisas ruins trazem dor e desconforto.

De qualquer maneira, é uma situação passageira, já que a Providência Divina nos fornece sempre novas oportunidades de recomeçar, sem nos deixar vivendo eternamente uma punição que nossa própria consciência delimita.

Muitos de nós nos afligimos neste instante por sabermos que o passado não mais volta. Mas, como dizia Chico Xavier, “embora não possamos fazer um novo final, sempre poderemos escrever um novo começo”.

Visões da Morte

A morte é justamente a oportunidade que temos de fazer um novo começo, renovando o nosso espírito, modificando nosso pensamento e nossos conceitos. A morte em si não faz isto sozinha, mas é uma porta que se abre para isto, desde que saibamos aproveitar.

O Espiritismo é uma doutrina que nos dá uma visão otimista da morte, comparada a outras formas de ver esse processo, e pode nos ajudar e muito nesta passagem.

Jung, um dos maiores estudiosos da psicologia de nossa história, acreditava na morte “como parte do processo de individuação, através do qual cada ser tem de trilhar um caminho para realizar o sentido de sua existência”.

De certa forma, a visão do grande psicólogo vai de encontro à doutrina espírita, que prega o livre-arbítrio , onde cada um escolhe o seu caminho e a forma de encarar a morte, bem como as conseqüências dos atos que realizou em suas vidas passadas.

Mas existem outras formas de ver este processo.

Meister Eckhart diz que “morrer significa deixar de ser tudo o que é transitório; é uma renúncia que se expressa na separação total no silêncio e na tranqüilidade da alma!”.

Já Jean-Yves Leloup estabeleceu quatro visões diferentes do ser humano, que trazem maneiras diferentes de lidar com as questões da morte.

- O homem como matéria: não existe alma ou espírito; próprio de tradições atéias; existe uma negação da morte e tentativa de fugir da dor;
- Visão bidimensional: animado pela alma, ou psique, a alma é imortal, enquanto o corpo é desprezado; o sofrimento e a morte são passageiros;
- Visão tridimensional: onde o homem é formado de corpo, alma e espírito, e a tendência é privilegiar o espírito, em detrimento à afeição (psique) e corporal (somática); a morte é uma ilusão;
- A quarta visão liga corpo, alma e espírito através do pneuma, do sopro que ilumina essa composição; a morte então é a libertação do sofrimento; é uma benção, que permitirá o despertar do ser humano para a verdadeira realidade.

As ciências, através de estudos e pesquisas, estão se aproximando da visão espírita da morte, na medida em que estão abandonando o conceito do nada após o desenlace do espírito, e provas técnicas existem que comprovam estes fatos.

O conhecimento e a aceitação da imortalidade da alma, ou espírito, faz do Espiritismo uma fonte segura a nos infundir esperança em uma vida melhor, apesar dos nossos erros, conseqüência direta da fé raciocinada que traz, pela razão e análise coerente dos fenômenos ligados à morte.

Devido a isto, muitos consideram os espíritas frios no trato com a morte, o que não é verdade. Lembrando Jesus, que diz que “conheceremos a verdade, e ela nos libertará”, podemos dizer que estamos, através do estudo, nos libertando do medo da morte, e abrindo um novo horizonte que aponta para a felicidade, não mais para o sofrimento sem fim, se erramos, ou para a contemplação eterna, se formos impecáveis.

Os extremos são sempre de difícil aceitação, e a Doutrina Espírita procura trazer à luz do equilíbrio esta discussão acerca do assunto. Quanto mais nos dedicarmos ao conhecimento, menos pavor a morte nos provocará, e teremos sempre opções para alterarmos nosso caminho, corrigindo uma rota que estava nos levando aos erros.

“A questão da morte nos coloca diante da profunda insegurança que temos em relação à vida”, afirma Vera Lúcia Franco, em reportagem na Revista Planeta, de outubro de 2002.

Preparando-se para a morte

Segundo Kardec, “para libertar-se do temor da morte, é mister poder encará-la sob o seu verdadeiro ponto de vista, isto é, ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual, fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível, o que denota da parte do espírito encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria”.

Ou seja, é necessária uma preparação prévia para a morte, uma vez que não poderemos fugir deste momento fatal. O desapego à vida material, em todos os seus aspectos, é de fundamental importância, uma vez que não poderemos levar nada material para o plano espiritual para onde retornaremos. Mas o que nos acompanha são os valores, os conhecimentos e os sentimentos reais que cultivarmos em vida.

A negação e a fuga escapista através da “curtição desenfreada”, através do pensamento de que “vivemos apenas uma vez” apenas nos traz ainda maiores dores, dificultando o nosso desligamento.

Devemos nos preparar sempre para a nossa passagem, e também para a passagem dos entes queridos, para não aumentarmos ainda mais a nossa dor. E ensinar aos nossos parentes e amigos que a morte não existe, e que não destruirá o sentimento que temos por eles.

Sabemos que a morte e o renascimento em outro corpo aprofundam cada vez mais os verdadeiros laços de amor que nos prende aos queridos familiares.

A educação é a chave que abrirá esta misteriosa porta em que todos nos encontraremos muitas vezes ainda.

A morte é uma passagem para onde?

Concluímos então, sabendo que não temos um lugar definido para onde vamos. Iremos, sim, para onde levar o nosso coração.

Lembremos de Joanna de Angelis, que nos diz: “Mortos estão, em realidade, aqueles que têm fechados os olhos para a vida e jazem, anestesiados na ilusão, deambulando, em hipnose inditosa, entre viciações e engodos”.

Temos sempre, aqui e em outros planos, vida em plenitude, desde que saibamos conduzir esta jornada que Deus nos concede para nosso próprio bem.

Não desperdicemos as oportunidades de aprendizado, que melhoram a nossa vida, a mente e o nosso coração.

Vamos começar, desde já, a desatar os nós que nos prendem ao sofrimento.

Por Fernando Luiz Petrosky

CARIDADE

Chamo-me Caridade - o simples nome
De um coração amigo em senda escura,
A esmolar-te migalha de ternura
Para aqueles que a lágrima consome!

Vê como a sombra aspérrima enclausura
A tristeza, a nudez, a mágoa e a fome!
Sem alívio de bálsamo que o tome,
Corre o pranto mortal da desventura.

Venho por Ele, o Cristo, que te espera,
Rogar-te amparo e amor à alma sincera,
Mesmo se o fel te amargue o peito aflito!

Semeia paz e luz por onde fores,
E encontrarás ao fim das próprias dores,
O roteiro de sóis para o Infinito!...

Auta de Souza

sábado, 31 de outubro de 2009

ESCOLA

Ante os pesares do mundo,
Observa, alma querida,
A dor que ilumina a vida,
Sob as provas tais quais são...

A Terra é uma grande escola
De que temos o usufruto,
Lembrando enorme instituto
De trabalho e elevação.

Nascemos e renascemos,
Atendendo às leis concisas,
Conforme as lições precisas
Que temos nós para dar;

No serviço que nos cabe,
Naqueles com quem vivemos,
Jazem os pontos supremos
De nosso próprio lugar.

Nas tarefas em que estejas,
Cumpre o dever que te assiste,
Se a vida parece triste,
Não te queixes de ninguém...

Cada pessoa na Terra
Intimamente é chamada
A servir, de estrada a estrada
Para a vitória do bem.

O homem robusto e moço
Que administra a riqueza,
Traz, por vezes, rude e acesa,
A fogueira da aflição;

A mulher que exibe ao colo
A cruz em jóias e luzes,
Às vezes tem muitas cruzes
Por dentro do coração.

Nunca censures. Trabalha.
Crê, auxilia e não temas.
Cada qual guarda problemas,
Em forma de sombra e dor.

Quem mais serve e mais perdoa
É aquele que se renova,
Vencendo, de prova em prova,
Na grande escola do amor.

Maria Dolores

PALESTRA COM ANA JAICY GUIMARÃES



No próximo dia 13/11/2009, às 20:00 horas, Ana Jaicy Guimarães estará em Campo Largo/PR, onde irá proferir uma palestra na Casa Espírita João Ghignone.

Ana Jaicy Guimarães é professora, médium e oradora espírita há mais de 30 anos, tendo realizado palestras, seminários e conferências em todo Brasil, Índia e Estados Unidos. É Diretora do Centro Espírita Caminho da Esperança, no Rio de Janeiro-RJ.

Após a palestra, todos iremos nos confraternizar com um saboroso lanche.


Serviço:

Casa Espírita João Ghignone
Traves Emingo Angelo, 390
Centro - Campo Largo/PR

Informações:

casaespiritajoaoghignone@hotmail.com
fernando.petrosky@gmail.com

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ANSEIO

Admiro, Senhor,
As cataratas imponentes
Acionando turbinas,
De cuja força e majestade
O progresso desponta;
Se permites, porém,
Que algo te rogue a mais no que me concedeste,
Dê-me a simplicidade
Que puseste na fonte.

Admiro, Senhor,
O tronco alto e robusto
Que domina a montanha
E enfrenta sem receio
A tempestade, face a face;
Mas, se posso escolher,
Viverei feliz, anônima no vale,
Na condição da erva que se inclina
Para que o vento passe.

Admiro, Senhor,
A seara no campo,
Em plena afirmação de vitória e fartura,
Recordando um céu verde
Que em pepitas douradas se constela;
No entanto, se consentes
Que me externe, mostrando o meu desejo,
Quisera ter o encargo pequenino
Da semente singela.

Admiro, Senhor,
Todas as maravilhas que criaste,
O firmamento, os sóis, os continentes,
As rochas entre as quais talhaste a Terra
Sobre imenso maciço;
Dá-me, porém, a graça da humildade,
Que eu venha a ser, no mar de Tua Glória,
Uma gota sem nome,
Ocupada em serviço.

Iveta Ribeiro

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

NOITE DA PIZZA

No último dia 17 de outubro, a Casa Espírita João Ghignone realizou, com sucesso, a 2ª Noite da Pizza, nas dependências da Creche Mariinha, anexa ao centro.



Foram momentos de muita alegria e descontração, onda a confraternização foi a palavra de ordem. E o objetivo era este mesmo: muito além de arrecadação financeira, a intenção era realmente criar um clima agradável para conversar, trocar idéias, compartilhar, enquanto no telão, foram exibidos vídeos do Cirque de Solei.



Abaixo, a equipe organizadora deste grandioso evento.



Agradecemos a todos que colaboram direta ou indiretamente para o sucesso deste evento, e aguardamos vocês para a 3ª, que vem por aí...

FELICIDADE

Se você busca ajustar-se
Aos Estatutos do Bem,
Na condição em que esteja
Some os recursos que tem.

Se aceita sinceramente
A bênção de Deus na fé;
Se usa a própria cabeça
Mantendo o corpo de pé;

Se guarda noção de rumo,
De tempo, clima e lugar;
Se consegue defender-se,
Ver, ouvir e conversar;

Se pode estudar e ler,
Anotar e fazer conta;
Apresentar-se, vestir-se,
E sabe como se apronta;

Se tem o pão necessário,
Alguma saúde, asseio,
Um leito, a bênção de um teto
E o trabalho de permeio;

Se mostra existência útil,
Se respeita o seu vizinho;
Se pode amparar alguém
Nos empeços do caminho;

Então não pare na queixa;
Trabalhe, melhore e avance.
Conserve a felicidade,
Que ela está ao seu alcance.

Casimiro Cunha

sábado, 24 de outubro de 2009

AMAR A VIDA

No momento em que a vida se expandiu na minha inteligência, foram estas as minhas primeiras palavras: "Eu amo a vida."

No momento em a vida me ensinou a crescer, e a juventude me embriagou o corpo, dando-me força e valor para a luta, eu repeti as minhas primeiras palavras: "Eu amo a vida."

No momento em que o vinho da minha vida, amadurecido pela idade, levou-me às reflexões e ao arrependimento, novamente balbuciei as minhas primeiras palavras: "Eu amo a vida."

Agora que a vida me vergou ao peso de suas lições, enriquecendo-me de sabedoria e preparando-me para a libertação final, eu ainda enuncio: "Eu amo a vida" e, só então, eu constato que a vida me ama.

Rabindranath Tagore
Do livro: Estesia

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ANTECIPA-TE NO BEM

Não esperes um convite especial da vida para ajudar os sofredores do caminho.

Sem fazer uso das palavras, eles expressam, nas dores que carregam o apelo ao teu concurso fraterno.

Há quem chore em silêncio, trazendo, sob o veludo da riqueza, chagas morais que desconheces.

Outros enfrentam solitários, a enfermidade que lhes castiga o corpo, enquanto muitos se debatem na orfandade.

Não estão longe também aqueles que, sem teto nem apoio, se dariam por felizes ao receberem simples pedaço de pão.

É provável, ainda, que, no próprio agrupamento familiar em que te encontras, haja dilaceração clamando pelo bálsamo da tua palavra.

São todos irmãos em humanidade.

Eles não te pedem soluções rápidas para problemas que carregam.

Imploram apenas o teu apoio, dentro do clima fraternal que já consegues apresentar.

Coloca-te mentalmente no lugar daqueles que sofrem ao teu redor e concluirás que um simples ato de solidariedade te renovará a alma, fortalecendo-te para prosseguir na jornada redentora.

Naquela tarde inesquecível em Jerusalém, um certo Cirineu foi chamado pelos guardas a auxiliar o Mestre que, cambaleante e abatido, mal suportava o peso da cruz na escalada do Calvário.

Não esperes que a vida te chame a auxiliar os que caminham vergados pela cruz que carregam, nem te limites à massa expectante que, embora tocada de compaixão, apenas assiste à passagem dos sofredores.

Antecipa-te a eles e o teu gesto, espontâneo e bom, os felicitará, a fim de que, escalando o calvário da redenção, encontrem a paz na libertação espiritual.

Emmanuel

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O AMOR

O amor, amor verdadeiro, só o sentimos quando esse sentimento não vem acompanhado de sentimentos como egoísmo, medo, ciúmes, ou apego material.

O amor é livre. Amor é aceitação do outro com todos os seus defeitos e qualidades, auxiliando essa outra pessoa em seu crescimento, fazendo com que veja os erros cometidos.

Amor vem acompanhado com a caridade. É dar-se sem pensar em recompensas. É viver para ser feliz não em função de ninguém, mas em função de si mesmo. Se desejas amar, fazer alguém feliz, procura antes de tudo, amar-se e sentir-se feliz como és.

Amor tem diversas faces: o amor fraternal, que existe entre irmãos, entre amigos, entre pessoas afins; o amor carnal, que é puramente materialista, físico; o amor espiritual que é o amor caridoso, que faz com que nos comportemos de maneira carinhosa e altruísta perante um desconhecido, auxiliando-o sem esperar nada em troca e o amor entre almas, o amor que nasce entre duas pessoas e que faz com que ambos se aceitem como são.

É o amor que nos permite viver com cuidado e zelo com outra pessoa, sem que haja uma postura de “alguém pertencer a alguém”, “ele é meu”, “ela é minha”.
Amor de almas é o amor que nos permite desejar a felicidade do próximo em primeiro lugar.

Amor de almas é o amor que nos permite agir com cuidado e zelo conosco também. Nos cuidamos para agradarmos o outro e assim termos cuidado e zelo com o outro.

Amor de almas é o amor que somente as almas podem compreender. Não adianta tentar encontrar respostas na razão.

Autoria Desconhecida

domingo, 18 de outubro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamento,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado mais esta prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi
necessário enfrentar, mas na bênção de Deus que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo

Chico Xavier

terça-feira, 13 de outubro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Estímulo é também auxílio.

Há corações que depois da queda se acreditam insolváveis em relação aos demais.

Muitos dos caídos temem a recepção que os aguarda se intentarem retroceder...

Seja a tua boca a que esparze esperança para eles.


Joanna de Ângelis

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

GENTE HUMILDE

"Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus." (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)

A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.

Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.

Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Dai o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.

Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. E lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.

Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

Allan Kardec
Do livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo


Ana Carolina interpreta Gente Humilde, de Chico Buarque

REALIDADE DISTANTE


Foto: Banco de Imagens da Web

Sonhei que sonhava

Tudo era, então, risonho e doce encantamento, onde a dor e o sofrimento, a tristeza e a maldade se dilíam, quais bolas de sabão ao sabor do vento, em primavera cantarolante.

Os rios encacheirados douravam-se sob os raios de permanente luz e os homens, em bandos gárrulos, exaltavam o amor.

Havia, em toda parte, a fraternidade sem suspeita e o serviço sem remuneração.

A poesia do bem recitava os versos de enternecimento com que as criaturas melhor se entendiam e completavam.

Recordei-me da guerra e do ódio, das pestes e dos suplicíos, mas ninguém me pôde responder, quando interroguei os felizes habitantes desse paraíso.

Todos eram jovens e sábios com a idade dos tempos vencidos, além dos tempos a vencer...

Nem sombra ou mácula encontrei em parte alguma e dei-me conta de que as claridades que fulguravam em todo lugar nasciam em toda parte, sem extinguir-se em noite de triunfo mentiroso.

Sonhei que sonhava com o porvir, quando o Carro do Rei da Juventude e da Paz rasgará a estrada do infinito no rumo do sem-fim.

Amado Rei, por quem anelo, sempre sonhei contigo, porém, hoje sonhei que sonhava.

... A Realidade chegou e despertou-me, dizendo-me, em canção de esperança: durma e aguarda! Amanhã já não sonharás, porque o teu sonho já será.

Rabindranath Tagore
Do livro: Estesia

sábado, 10 de outubro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Recorda quantas vezes o bem te alcançou, restituindo-te o equilíbrio e a esperança.
O perdão de alguém te devolveu a tranquilidade e a alegria.
O auxílio do outro te reforçou a coragem nas dificuldades.
O socorro do companheiro te aliviou os conflitos íntimos.
A paz do amigo te asserenou o coração atribulado.
A compreensão do próximo te ajudou a acertar o caminho.
O silêncio do colega te amparou no momento infeliz.
A paciência do irmão te evitou o desastre.
O verbo tolerante de outrem te esclareceu a confusão.

Na oportunidade de servir, lembra-te das inúmeras ocasiões em que a ajuda alheia te renovou a paz interior.
O bem que hoje fazes em favor de alguém é o mesmo que ontem outro alguém realizou por ti.

André Luiz

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TOLERA CONSTRUINDO

Quanto mais violência no mundo, em torno de nós, mais alta a nossa necessidade de tolerância para que se lhe reduzam os impactos destrutivos.

Quanto puderes, nas áreas de ação que te digam respeito, amplia os teus investimentos de compreensão e paciência, na garantia da paz e da segurança onde estejas.

Certo companheiro terá faltado ao pagamento dessa ou daquela importância que te é devida.

Se não te encontras sob o domínio de necessidades prementes, compadece-te dele e aguarda mais tempo.

Terá ele sofrido tribulações que desconheces.

Na rua, possivelmente, alguém te dirigiu palavras injuriosas que te espancaram a sensibilidade.

Silencia em oração, pedindo à Divina Providência auxílio e entendimento, a beneficio daqueles que te agridam.

As pessoas que te insultam com certeza se comportam sob o jugo de sofrimentos que nunca experimentaste.

Determinado amigo se te atravessou na estrada, empalmando-te recursos para cuja aquisição definitiva te sacrificaste longamente.

Nada reclames.

Provavelmente, estará ele conturbado por débitos de resgate urgente que o fazem esquecer as alegrias e os deveres da amizade.

Pessoas particularmente querida te haverá deixado a sós, na execução de compromissos assumidos.

Não te revoltes e continua agindo e servindo.

Semelhante criatura estará sob transtornos e dificuldades do sentimento e da vida, esperando-te a paciência e a bondade para não cair no posso da delinqüência.

Compadece-te dos outros, auxilia-os quanto possas, ora e caminha adiante.

Nunca retribuas mal por mal.

Contribui com a tua parcela de amor para que o ódio desapareça.

Se os danos por ti sofridos, nessa ou naquela situação calamitosas, forem de tão grande porte que te inclines para qualquer providências punitiva, esquece o mal e perdoa os agravos mesmo assim, recordando que, em toda parte, se cumprem espontaneamente os processos da Justiça de Deus.

Emmanuel
Do livro: Atenção

terça-feira, 6 de outubro de 2009

APRENDAMOS COM JESUS

Pela ressurreição, a cruz é abençoado martírio.
Pela paz sublime da morte, as angústias da existência carnal são olvidadas.
Pelo ouro que transportam, as pedras se fazem preciosas.
Pela restituição da saúde, as chagas inspiram respeito.
Pelas flores, os acúleos, ainda que pontiagudos e venenosos, devem ser perdoados.
Pela dor, santificaremos o amor.
Pela renúncia, realizaremos a verdadeira conquista.
Há problemas e posições que não se modificam facilmente quando não sabemos ceder.
Aprendamos com o Cristo, que se confiou ao madeiro do extremo sacrifício como quem tudo perdia para finalmente tudo possuir na senda dos séculos. NEle, o nosso Mestre e Senhor, temos a diretriz, o conselho e o ensinamento.

Meimei
Do livro: Cartas do Coração

sábado, 3 de outubro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Ainda que a marcha se faça vagarosa, sigamos com firmeza. A obra é dAquele que nos designou para a viagem e o porto resplende, farto de luz e bênçãos. Que as sugestões menos felizes não nos seduzam. Nem queixas diante da tempestade, nem alegrias de ilusão nas ilhas em que poeira dourada entretece fantasias.

Trabalhar sempre, guardando união e confiança no cerne de nossas atividades. Nem sempre é o vento que derruba as naus que velejam corajosas; muitas vezes é a ausência da bússola. E a bússola é a segurança de atitude para com os deveres a que fomos chamados.

Haja o que houver, usemos a oração para reajustar brechas que surjam. Seja a prece o nosso clima de apaziguamento interior, porque a prece dispõe a criatura a refletir para a vida mais alta.

Batuira
Do livro: Mais Luz

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ESPIRITISMO E ECOLOGIA



“Quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável”

O jornalista André Trigueiro, da Globonews, vai lançar seu novo livro “Espiritismo e Ecologia”, dia 12 de Setembro, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro. O evento funcionará como um debate, onde o público pode fazer perguntas ao autor. Em seu livro, Trigueiro identifica como a preservação ecológica se identifica com o espiritismo, e com a espiritualidade, em um sentido mais amplo. “Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável”, diz. Trigueiro explica isso em detalhes na entrevista que concedeu à Época:

Época: O que o espiritismo diz sobre ecologia?
André Trigueiro: A expressão “ecologia” foi cunhada na Alemanha apenas nove anos depois de a primeira edição de o “Livro dos Espíritos” ter sido lançada na França , no inspiradíssimo século XIX do evolucionismo, do positivismo, do comunismo, da psicanálise, e de outras correntes de pensamento referenciais para parcela expressiva da humanidade. Espiritismo e ecologia explicam, cada qual ao seu modo, um universo sistêmico e interligado, o uso racional dos recursos naturais baseado no princípio da necessidade - e não da opulência -, uma nova ética solidária que leve em conta os interesses de todos e não de uma minoria, o respeito a todos os seres viventes. Espíritas e ecologistas também reconhecem a existência de mecanismos de autoproteção da Terra, embora expliquem isso de formas distintas. E estudam os efeitos colaterais da poluição nos dois planos da vida: enquanto a ecologia investiga o impacto dos poluentes na matéria (ar, água, solo), o espiritismo desdobra-se na investigação dos impactos de outros gêneros de poluentes (formas-pensamento, miasmas, etc) no campo sutil, no plano atral, também chamado de psicosfera.

Época; Como a ética religiosa pode ajudar a preservar a natureza?
Trigueiro: Onde se aceita a idéia de Deus, a natureza é entendida como obra divina, onde o sagrado se manifesta de forma rica e exuberante. Depredar a natureza significa macular um sistema em equilíbrio que dispõe de tudo o que nos é necessário para que possamos viver bem. De uns tempos para cá, diversas tradições vem descobrindo a riqueza da teologia ambiental para explicar, cada qual a seu modo, como as leis que regem a vida e o universo precisam ser respeitadas em favor de nós mesmos. Não estamos desconectados do meio que nos cerca. Na verdade, essa ligação é intrínseca e visceral. Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável.

Época: Você acha que se as pessoas tivessem mais espiritualidade, cuidariam melhor do ambiente?
Trigueiro: Quem cuida do lado espiritual - e realiza essa busca solitária e persistente de Deus em si mesmo - tende a ser menos dependente dos bens materiais - portanto menos consumista - e mais atento ao legado, aos impactos de ordem material e moral de sua passagem por este planeta. Mas cada vivência espiritual é pessoal e intransferível. A espiritualidade contém todas as religiões, mas uma única religião não contém toda a espiritualidade. A religião também não salva ninguém, mas antes, a disposição de cada um em ser alguém melhor, mais solidário e amoroso. Também é verdade que muita gente que não acredita em Deus - ou na vida após a morte - realiza importantes trabalhos na área da sustentabilidade. Não importa em que se crê, mas naquilo que se faz de verdade em prol dos outros e do planeta que nos acolhe.

Época: Como você descobriu o espiritualismo?
Trigueiro: Em 1987, tive uma curiosidade irrefreável de investigar os livros de cabeceira de minha mãe, onde estavam as obras básicas da Doutrina Espírita. Então iniciei uma aproximação que não teve mais freios nem pudores. Já na juventude, fazendo questionamentos enormes de ordem existencial e procurando respostas que não encontrei em outras religiões, me senti muito bem amparado pelo Espiritismo. Foi um processo natural.

Época: Como você começou a relacionar a espiritualidade com a preservação ambiental?
Trigueiro: Há seis anos, fui convidado para fazer uma palestra em um centro espírita do Rio de Janeiro pelo saudoso escritor, musicoterapeuta e médium Luiz Antônio Millecco, fundador da Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile (SPLEB). O tema era “Ecologia e Paz”. Creio que o livro começou a nascer nesta palestra. De lá para cá, através de minhas pesquisas, descobri que o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (que usou o pseudônimo de Allan Kardec ao assinar as obras básicas do espiritismo) e o naturalista alemão Ernst Haeckel, tido como o Pai da Ecologia, eram homens de ciência que deixaram um legado importantíssimo para os dias de hoje, em que tentamos entender melhor a origem de múltiplas crises (econômica, social, ética, ambiental) e os caminhos para resolvê-las.

Por Alexandre Mansur
Revista Época, 09/09/2009


"De uma forma positiva aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor."

REFLEXÃO DO DIA

Aquiesce aplicar um minuto numa palestra edificante e transformarás antagonistas em companheiros.

Vasculha um coração endurecido com a claridade do amor e descobrirás ângulos do seu caráter credores de consideração.

Aguça a percepção para estimular e encontrarás ensanchas de servir.


Joanna de Ângelis

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Utiliza os valiosos recursos da tua lucidez para doar estímulos.
Nem a palavra vazia do elogio facilmente recusável, nem tampouco o silêncio gelado que pode significar descaso.

Sorri ao mendigo e ele se considerará teu irmão.


Joanna de Ângelis

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O PENSAMENTO

O que se pensa sempre responde pelo clima emocional onde se vive.
Mede-se, pois, a psicosfera de alguém pela incidência freqüente do seu pensamento, no que elege.

A inteireza moral é uma defesa para qualquer tipo de agressão, difícil de atingida;
a conduta digna irradia forças contrárias às investidas perniciosas;
o hábito da prece e da mentalização edificante aureola o ser de força repelente que dilui as energias de baixo teor vibratório;

(...)

O conhecimento das leis da Vida reveste o homem de paz, levando-o a pensar nas questões superiores sem campo de sintonia para com as ondas carregadas de paixão e vulgaridade.

Manoel Philomeno de Miranda

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PACTO COM A FELICIDADE


Foto: Adriano Barbosa


De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi:
Eu hoje vou ser Feliz!
Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando.
Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar.
Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores.
Vou sorrir mais, sempre que puder.
Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros.
Vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!
Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças.
Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente.
Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.
Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo. E o maior bem que possuo é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram para que saibam que serão sempre uma doce lembrança, até que venhamos a nos encontrar outra vez.
Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E quando a noite chegar, vou olhar o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu fui feliz !

Autoria Desconhecida

domingo, 27 de setembro de 2009

ANTIDEPRESSIVO

Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para a frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente o contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para diante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

André Luiz
Do livro: Busca e acharás

sábado, 26 de setembro de 2009

2ª NOITE DA PIZZA




A Casa Espírita João Ghignone, em Campo Largo, promove no dia 17 de Outubro de 2009, às 19:00 horas, a 2ª Noite da Pizza, de caráter beneficente.

Será uma oportunidade de confraternização sadia e boa conversa.

Enquanto servimos a pizza, serão passados filmes com temática espírita.

Você está convidado a comparecer e prestigiar esta festa de luz.

Serviço:

Casa Espírita João Ghignone
Travessa Emingo Angelo, 390 - Centro (ao lado da Creche Mariinha)
Campo Largo/PR
Convites a R$ 10,00 por pessoa (inclui refrigerante)
Crianças a R$ 5,00 por pessoa
Informações pelo e-mail casaespiritajoaoghignone@hotmail.com ou pelo telefone
(41) 9204-8639

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DIRETRIZES


Foto: Banco de Imagens Web


...anotamos a extensão das atividades que se espraiam no campo de serviço que o Senhor nos deu a lavrar – trabalho , aprimoramento, disciplina, educação.

Não podia ser de outro modo, em nos referindo às dificuldades que se avolumam.

É que valores se intensificam e com eles os obstáculos mecanicamente se ampliam, examinando-nos a capacidade de realização.

Continuemos, porém, trabalhando sem hesitação e sem temor.

...diante disso não nos amedrontemos ante os desafios com que vamos sendo defrontados, em matéria de construção e reconstrução, adaptação e readaptação quase que permanentes em nossas fileiras.

...pratiquemos o hábito salutar da "mesa redonda" em que as opiniões se confraternizem ao redor dos problemas em pauta, de vez que, em semelhante permuta de experiências, a palavra do Mundo Espiritual se fará sentir substancialmente, de modo a que se faça o melhor ao nosso alcance. Isso, porque o serviço cresce com a nossa prática de trabalho e quanto mais servirmos, mais amplo horizontes se nos descerrarão aos olhos, conclamando-nos a edificações sempre maiores.

...em matéria de colaboração com Jesus, não há tarefas estanques, porquanto o caminho do aperfeiçoamento não tem lindes.

...estamos à frente de um mundo novo, nas estruturas em que se lhe agiganta o progresso material.

As renovações ditadas por métodos diferentes e por diretrizes outras, além daquelas que nos orientaram até ontem os passos na Terra, solicitam-nos mais segurança e entendimento no trato com todos os temas que se refiram à preparação do futuro.

Uma realidade, porém, não mudou - a necessidade do burilamento íntimo pelos padrões de Jesus.

...auxiliemos por amor e pelo amor, porquanto somente o amor oferece clima adequado à sustentação da paz no levantamento e conservação da felicidade comum.

Bezerra de Menezes
Do livro: Bezerra, Chico e Você

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VIDA APÓS A MORTE É TEMA NA PUC/SÃO PAULO

O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Transcomunicação:Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive. Essa consciência, segundo Sonia, classificada de vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e intelectuais, além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria. Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”. Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia.

Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia Rinaldi ao editor da NovaE.

Após 20 anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria, vem encarando o seu trabalho?
A Ciência, de forma ampla, está longe de se interessar. Uns tantos cientistas mundo a fora vêm trabalhando no sentido de documentar a realidade da sobrevivência após a morte. Porém, quer nos parecer que nenhum fenômeno é mais concreto - e, portanto, suscetível de toda sorte de análises e investigação, como requer a Ciência - do que a Transcomunicação Instrumental – ou seja, a comunicação com o Outro Lado da Vida através de gravações em computador e vídeo. Este ano de 2009 traz uma nova rota para nossa pesquisa, pois inicio Mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, justamente para levar a Transcomunicação ao meio acadêmico, coisa que jamais ocorreu na História. Veremos, daqui a uns anos, o que teremos conseguido.

Como foi o processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão avesso ao mundo acadêmico?
Chegaram a me chamar na PUC para eu mudar minha tese, mas não aceitei. Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples – propus uma mega-tese multidisciplinar, pois já considerei o fato de que eu, sozinha, seria inapta para comprovar qualquer coisa. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos – todos com doutorado, para que sejam eles que avaliem, dentro dos parâmetros requeridos pela Ciência, que o fenômeno é real. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno – a deles será endossar a autenticidade e – dentro das possibilidades – tentar explicá-lo.

Quem serão os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência após a morte?
A meu ver, a própria Humanidade, que deixará de se enganar. É como se fosse chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.

Você pode explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que seria a hipótese "sobrevivencialista" em contraposição à hipótese "psi"?
Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, por uma série de fatores que não arrolaremos para não nos estendermos. Mas sumarizamos dizendo que as Vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem, etc., que o transcomunicador nunca ouviu falar. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe, etc. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram.

Como são realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de pesquisadora?
Agora, com o Mestrado, tudo girará em função disso, e as gravações serão feitas para que os cientistas que participarão da tese possam ter mais e mais elementos de estudo. Fora disso, vou continuar dando uma aula por mês de como gravar para as pessoas interessadas.

Nos workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com entes que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade de um contato não podem prejudicar uma análise racional?
Em todos os cursos (workshops) que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras... não deixam margem de dúvida ou
permita dúbia interpretação. Se a gravação/resposta não for clara, será descartada. Quando se fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião, que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica.

Como você lida com isto?
Religião que se esconde atrás de dogmas e não respeita a lógica deve estar com os dias contados. A globalização e o avanço tecnológico despertaram a racionalidade, e a visão setorizada tende a mudar. Ou algo é "verdade" ou não merece crédito. E tudo que é "verdade" tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional.

Considerando a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas?
A diferença fica por conta de que tudo que não pode ser matematicamente investigado fica excluído do interesse da Ciência. Até hoje, centenas de médiuns têm dado importante contribuição no sentido filosófico e social; porém, fica fora da possibilidade da comprovação da realidade disso. Já no caso da Transcomunicação, qualquer "alô!" vem com um peso incontestável diante dos olhos de um cientista. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido.

Por Manoel Fernandes Neto
Recebida por e-mail

SEGUNDO PENSAMOS

Cada consciência é um centro gerador de forças no movimento universal, cuja direção depende de si mesma.

Pensar é criar.

O destino recebe a forma que lhe impusermos, à maneira do vaso que exprime a imaginação do oleiro.

A palavra vem depois da idéia.

A ação é cimento invisível.

A obra é pensamento coagulado.

Renovar a mente no trabalho incessante do bem, cunhando valores positivos, ao redor de nós mesmos, é estabelecer roteiros sempre novos para a vanguarda evolutiva.

O espírito, herdeiro divino do Supremo Senhor, traz consigo todas as sementes do Céu para engrandecer a Terra.

Unidade atuante, irradiasse, através de mil modos, gozando ou sofrendo, em seu cosmo orgânico, a bênção ou a reação das energias que projeta e que o elevam ou convulsionam, de acordo com a intensidade dinâmica que lhes é característica.

Cultiva a tua mente, iluminando-a e enobrecendo-a.

Ainda que, por agora, não percebas, a tua alma se expande, em milhões de partículas, que são os agentes de libertação ou de cativeiro elaborados por teu próprio plano mental.

Avança, escolhendo a “melhor parte”.

Diante do sofrimento e da morte, afirmou o Mestre, certa vez: “Não temas, crê somente.”

Segundo pensarmos, assim será.

André Luiz
Do livro: Doutrina e Aplicação

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

REFLEXÃO DO DIA

Ainda que a marcha se faça vagarosa, sigamos com firmeza. A obra é dAquele que nos designou para a viagem e o porto resplende, farto de luz e bênçãos. Que as sugestões menos felizes não nos seduzam. Nem queixas diante da tempestade, nem alegrias de ilusão nas ilhas em que poeira dourada entretece fantasias.

Trabalhar sempre, guardando união e confiança no cerne de nossas atividades. Nem sempre é o vento que derruba as naus que velejam corajosas; muitas vezes é a ausência da bússola. E a bússola é a segurança de atitude para com os deveres a que fomos chamados.

Haja o que houver, usemos a oração para reajustar brechas que surjam. Seja a prece o nosso clima de apaziguamento interior, porque a prece dispõe a criatura a refletir para a vida mais alta.

Batuira
Do livro: Mais Luz

domingo, 20 de setembro de 2009

A MELHOR MEDIDA

"Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem falar em coisa alguma." (Tiago, 1:14)


Mais do que as doenças vulgares do corpo, sofres os problemas da alma, agravando-te a tensão, cada dia.

Mais do que os micróbios patogênicos a te assaltarem os tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais inquietantes, atormentando-te as fibras da alma.

Levantas-te, a cada manhã, muita vez, com as lutas da véspera e, antes que rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao impacto da irritação de familiares incompreenssivos...

Prestas longas explicações, a benefício da tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te malsines a palavra, complicando as questões em torno...

Movimentas correções e sinceridade, honrando os próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda crítica, aparece alguém arrastando-te o coração ao meercado da injúria...

Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao lado de alguém; contudo, quando te crê em segurança no caminho do entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos...

Entretanto, à frente de toda dificuldade não te lastimes, nem desfaleças...

Para toda perturbação, a paciência é a melhor medida.

Não profiras qualquer palavra de que te possas arrepender.

Silencia e abençoa sempre, porque amanhã, quantos hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.

Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.

Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.

Em todas as dores, arrima-te à paciência.

Em todo embaraço, espera com paciência.

Todo progresso humano surge da Paciência Divina. Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor.

Emmanual
Do livro: Palavras de Vida Eterna

sábado, 19 de setembro de 2009

BRILHAR


Foto: Google Imagens

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus." - Jesus (MATEUS, 5:16.)

Admitem muitos aprendizes que brilhar será adquirir destacada posição em serviços de inteligência, no campo da fé.
Realmente, excluir a cultura espiritual, em seus diversos ângulos, da posição luminosa a que todos devemos aspirar, seria rematada insensatez.
Aprender sempre para melhor conhecer e servir é a destinação de quem se consagra fielmente ao Mestre Divino.
Urge, no entanto, compreender, no imediatismo, da experiência humana, que se o Salvador recomendou aos discípulos brilhassem, à frente dos homens, não se esqueceu de acrescentar que essa claridade deveria resplandecer, de tal maneira, que eles nos vejam as boas obras, rendendo graças ao Pai, em forma de alegria com a nossa presença.
Ninguém se iluda com os fogos-fátuos do intelectualismo artificioso.
Ensinemos o caminho da redenção, tracemos programas salvadores onde estivermos; brilhe a luz do Evangelho em nossa boca ou em nossa frase escrita, mas permaneçamos convencidos de que se esses clarões não descortinam as nossas boas obras, seremos invariavelmente recebidos no ouvido alheio e no alheio entendimento, entre a expectação e a desconfiança, porque somente em fundido pensamento, verbo e ação, no ensinamento do Cristo Jesus, haverá em torno de nós glorificação construtiva ao Nosso Pai que está nos Céus.

Emmanuel

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

NA LUTA DIÁRIA

É possível que estejas enfrentando provas que os outros desconhecem...
Dúvidas assolam-te o espírito.
A insegurança te ronda os passos.
Idéias pessimistas te povoam a mente.
Lágrimas que não caem, encharcam-te o coração.
Todavia, não te confies aos desespero, exteriorizando as próprias aflições, de modo a impingí-las nos que te cercam.
Não podes culpar o mundo pelas dores que padeces!
Irritação e azedume afastarão de tua presença os companheiros que estimas.
Esforça-te para sorrir e a alegria te acenderá a luz da compreensão dentro da própria alma.
Todos lutamos com o passado na arena do presente.
O que plantamos ontem devemos colher agora.
O resgate de nosso débitos perante a Lei, nem sempre acontece através de doenças ou mutilações físicas.
Não raro, o cadinho invisível da tentação é a força que nos submete ao aperfeiçoamento necessário, consumindo-nos as impurezas em altas temperaturas de luta interior.
Assim, pacifica-te e serve, procurando ser útil àqueles que te esperam a palavra amiga e o gesto de solidariedade.
Procurando esquecer-te, esquecer-te-ás, igualmente, dos problemas que te martirizam.
Ocupa-te do bem e o bem ocupar-te-á todo o ser, devolvendo-te a esperança em dias melhores.

Irmão José
Do livro: Tende bom Ânimo

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FILHOS DE DEUS


Foto: Carlos Augusto Parchen


Multiplicaram-se através dos tempos, variados conceitos a respeito de Deus.
Por mais complexos, tornaram-se insuficientes para expressar toda grandeza do Criador.
Somente Jesus logrou fazê-lo com perfeição, utilizando-se de uma linguagem simples, no entanto portadora de alta carga racional e emocional,
chamando-O de Pai.
O designativo excelente preenche todas as lacunas deixadas por outras definições e referências.
Deus é o Pai Criador,o Genitor Divino, a Causa Incausada de todos os seres e de todas
as coisas. Tu és filho de Deus, cujo amor inunda todo o universo e se encontra presente nas mais íntimas fibras de teu ser.
Tens por fatalidade na vida: a plenitude!
Lográ-la, de imediato ou mais tarde, dependerá do teu livre-arbítrio.
Por isso, empenha-te no sentido de conseguir êxitos aos teus empreendimentos íntimos,
mesmo que a custas de sacrifícios, recordando-te sempre que,em qualquer
situação, Deus está contigo.

Joanna de Angelis