
O Livro dos Espíritos, na questão 115, nos relata que todos nós fomos criados simples e ignorantes. Esta informação é de suma importância para que possamos definir um ponto de partida comum a todos nós. Nenhum de nós, portanto, nasceu pronto, com todos os conhecimentos necessários para o estágio a ser vivenciado em determinado pondo do Universo. Por este motivo, ainda não somos perfeitos, e não possuímos um “manual de instruções”, que dita o que fazer caso de problemas. Caracteriza-se, assim, um dos atributos de Deus, que é a eterna justiça e bondade. A Divindade não nos concedeu nenhum privilégio em detrimento aos demais, o que nos dá plena igualdade de condições na vida infinita que se desenrola à nossa frente.
Desta forma, a nossa vida pode assumir diversos aspectos, de acordo com o livre-arbítrio de cada um, que pode direcioná-la seguindo seus próprios sentimentos. Porém, uma coisa é certa: a vida do homem na Terra tem um caráter basicamente evolutivo.
Para cumprir os parâmetros mínimos coerentes com este caráter evolutivo, Deus novamente nos socorre, colocando à nossa disposição uma ferramenta valiosíssima, que é a reencarnação.
Através de muitas e muitas vidas, vamos nos burilando, ajustando as nossas arestas, nos acomodando às várias situações sociais, de forma a obter um saber integral. Na plenitude da nossa espiritual, teremos com certeza caminhado por muitas estradas diferentes, mas todas com o mesmo destino final, que é a perfeição.
A perfeição representa o ponto máximo de nossa evolução, quando então cessará todas as dores, todos os obstáculos, toas as mágoas. Neste ponto, não mais questionaremos, nem faremos reclamações. Apenas trabalharemos em benefício do próximo. Obedeceremos cegamente a vontade de Deus, não mais por fanatismo, mas por convicção, calcada na experiência.
Considerando todas estas situações, não é difícil percebermos a importância do aproveitamento correto do tempo, da necessidade da caridade e do amor espalhado por onde andamos.
No entanto, mesmo com este caráter evolutivo, o processo não é contínuo. Nunca regredimos, mas muitas vezes estacionamos, perdemos tempo, abusamos da confiança que a Espiritualidade deposita em nós. São crises que se instalam e que precisam ser urgentemente detectadas e deletadas, através de um processo de correção e aprendizado.
Segundo Joanna de Angelis:
“O homem dever ser educado para conviver consigo próprio, com sua solidão, com os seus momentâneos limites e ansiedades, administrando-as em proveito pessoal, de modo a poder compartir emoções e reparti-las, distribuir conquistas, ceder espaços, quando convidado à participação em outras vidas, ou pessoas outras vierem envolver-se na sua área emocional.” (Joanna de Angelis, O Homem Integral, pag. 71)
Percebe-se, então, sem extremamente necessário o ser humano estar preparado para vivenciar situações das mais diversas e adversas. Considerando o caráter evolutivo, a cada passo superado, outro desafio se mostra, cada vez mais complexo. Soma-se a isto que Deus não sobrecarrega suas criaturas com um fardo maior do que nossa capacidade. Concluímos então que a nossa postura perante as dificuldades deve ser madura, responsável e adulta. Não se justifica mais movimentos de fuga, buscando situações confortáveis (que não merecemos ainda) em troca de lutas libertadoras (que ainda precisamos).
Problemas, todos nós temos. Apenas Jesus, o nosso Modelo e Guia, não os tinha. Pelo contrário, Ele tem as soluções. Os mecanismos de fuga podem até nos distrais temporariamente, mas nos deixam parados à margem da estrada da vida, observando passivamente a caravana que flui, incessante, rumo ao progresso.
Sem as dificuldades, que chamamos problemas, não poderemos ser testados na eficácia da nossa capacidade. Ficamos com uma margem de inteligência não utilizada, resultando em acúmulo de tempo útil, que pode e precisa ser bem preenchida.
Esta capacidade não utilizada abre espaço para o tédio, que mina pouco a pouco nossa resistência moral, ao abrir espaço para outras idéias e pensamentos menos dignos. A longo prazo, a conseqüência natural é a instalação da rotina. A rotina, então, é o efeito, e não a causa, de muitas crises de motivação, desânimo, etc. É necessária uma vigilância constante para que estas crises não dominem nossa mente.
É necessário ter sempre uma postura positiva em relação à vida, sempre buscando o melhor dela, antes de nos acomodarmos à situação complicada em que estamos, muitas vezes sem perceber, em que cultivamos ídolos ou situações deprimentes.
É necessária uma busca constante do desenvolvimento pessoal, sempre querendo uma evolução, um crescimento, tanto intelectual quanto social e moral.
É necessário utilizar o tempo para acumular riquezas que efetivamente possamos levar conosco, na esteira das vidas sucessivas.
É necessário, enfim, nos convencer que estamos sempre em nosso melhor momento. Hoje, já deixamos há muito tempo de ser ignorantes, mas ainda temos a simplicidade que precisamos resgatar. Nestes dois mil anos de Cristianismo, pelo menos em algum momento tomamos conhecimento da mensagem renovadora do Evangelho. Se bloqueamos ou ignoramos esta oportunidade, isto é responsabilidade nossa.
O que a sociedade e o próprio Cristianismo espera de nós é exatamente a ação firme e pessoal. Não há mais espaço para condutas irregulares. Em um cenário marcado por lutas e transformações contínuas, o comodismo vai nos manter aferrados ao marasmo. Se estamos no melhor momento, é então a oportunidade de ensinar aos que estão na retaguarda, mirando nosso exemplo.
A caridade é muito mais que ações materiais, que também são válidas. Mas o necessitado quer de nós o que dinheiro nenhum pode comprar: o nosso amor e nossa atenção.
Que possamos aproveitar o conhecimento acumulado para transformar o nosso mundo. Num movimento contínuo, todo o planeta vibrará na mesma freqüência. É isso que Deus espera de nós. Que façamos a nossa parte.
Desta forma, a nossa vida pode assumir diversos aspectos, de acordo com o livre-arbítrio de cada um, que pode direcioná-la seguindo seus próprios sentimentos. Porém, uma coisa é certa: a vida do homem na Terra tem um caráter basicamente evolutivo.
Para cumprir os parâmetros mínimos coerentes com este caráter evolutivo, Deus novamente nos socorre, colocando à nossa disposição uma ferramenta valiosíssima, que é a reencarnação.
Através de muitas e muitas vidas, vamos nos burilando, ajustando as nossas arestas, nos acomodando às várias situações sociais, de forma a obter um saber integral. Na plenitude da nossa espiritual, teremos com certeza caminhado por muitas estradas diferentes, mas todas com o mesmo destino final, que é a perfeição.
A perfeição representa o ponto máximo de nossa evolução, quando então cessará todas as dores, todos os obstáculos, toas as mágoas. Neste ponto, não mais questionaremos, nem faremos reclamações. Apenas trabalharemos em benefício do próximo. Obedeceremos cegamente a vontade de Deus, não mais por fanatismo, mas por convicção, calcada na experiência.
Considerando todas estas situações, não é difícil percebermos a importância do aproveitamento correto do tempo, da necessidade da caridade e do amor espalhado por onde andamos.
No entanto, mesmo com este caráter evolutivo, o processo não é contínuo. Nunca regredimos, mas muitas vezes estacionamos, perdemos tempo, abusamos da confiança que a Espiritualidade deposita em nós. São crises que se instalam e que precisam ser urgentemente detectadas e deletadas, através de um processo de correção e aprendizado.
Segundo Joanna de Angelis:
“O homem dever ser educado para conviver consigo próprio, com sua solidão, com os seus momentâneos limites e ansiedades, administrando-as em proveito pessoal, de modo a poder compartir emoções e reparti-las, distribuir conquistas, ceder espaços, quando convidado à participação em outras vidas, ou pessoas outras vierem envolver-se na sua área emocional.” (Joanna de Angelis, O Homem Integral, pag. 71)
Percebe-se, então, sem extremamente necessário o ser humano estar preparado para vivenciar situações das mais diversas e adversas. Considerando o caráter evolutivo, a cada passo superado, outro desafio se mostra, cada vez mais complexo. Soma-se a isto que Deus não sobrecarrega suas criaturas com um fardo maior do que nossa capacidade. Concluímos então que a nossa postura perante as dificuldades deve ser madura, responsável e adulta. Não se justifica mais movimentos de fuga, buscando situações confortáveis (que não merecemos ainda) em troca de lutas libertadoras (que ainda precisamos).
Problemas, todos nós temos. Apenas Jesus, o nosso Modelo e Guia, não os tinha. Pelo contrário, Ele tem as soluções. Os mecanismos de fuga podem até nos distrais temporariamente, mas nos deixam parados à margem da estrada da vida, observando passivamente a caravana que flui, incessante, rumo ao progresso.
Sem as dificuldades, que chamamos problemas, não poderemos ser testados na eficácia da nossa capacidade. Ficamos com uma margem de inteligência não utilizada, resultando em acúmulo de tempo útil, que pode e precisa ser bem preenchida.
Esta capacidade não utilizada abre espaço para o tédio, que mina pouco a pouco nossa resistência moral, ao abrir espaço para outras idéias e pensamentos menos dignos. A longo prazo, a conseqüência natural é a instalação da rotina. A rotina, então, é o efeito, e não a causa, de muitas crises de motivação, desânimo, etc. É necessária uma vigilância constante para que estas crises não dominem nossa mente.
É necessário ter sempre uma postura positiva em relação à vida, sempre buscando o melhor dela, antes de nos acomodarmos à situação complicada em que estamos, muitas vezes sem perceber, em que cultivamos ídolos ou situações deprimentes.
É necessária uma busca constante do desenvolvimento pessoal, sempre querendo uma evolução, um crescimento, tanto intelectual quanto social e moral.
É necessário utilizar o tempo para acumular riquezas que efetivamente possamos levar conosco, na esteira das vidas sucessivas.
É necessário, enfim, nos convencer que estamos sempre em nosso melhor momento. Hoje, já deixamos há muito tempo de ser ignorantes, mas ainda temos a simplicidade que precisamos resgatar. Nestes dois mil anos de Cristianismo, pelo menos em algum momento tomamos conhecimento da mensagem renovadora do Evangelho. Se bloqueamos ou ignoramos esta oportunidade, isto é responsabilidade nossa.
O que a sociedade e o próprio Cristianismo espera de nós é exatamente a ação firme e pessoal. Não há mais espaço para condutas irregulares. Em um cenário marcado por lutas e transformações contínuas, o comodismo vai nos manter aferrados ao marasmo. Se estamos no melhor momento, é então a oportunidade de ensinar aos que estão na retaguarda, mirando nosso exemplo.
A caridade é muito mais que ações materiais, que também são válidas. Mas o necessitado quer de nós o que dinheiro nenhum pode comprar: o nosso amor e nossa atenção.
Que possamos aproveitar o conhecimento acumulado para transformar o nosso mundo. Num movimento contínuo, todo o planeta vibrará na mesma freqüência. É isso que Deus espera de nós. Que façamos a nossa parte.
Por Fernando Luiz Petrosky
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