domingo, 19 de julho de 2009

RECLAMAÇÕES

Joanna de Angelis, no livro Messe de Amor, psicografado por Divaldo Pereira Franco, nos diz, acerca das reclamações:

"Enquanto reclamamos, espalhando o nosso amargor, difundimos o lado negativo da oportunidade de reparação, ofertando desânimo e tristeza."

De fato, é fácil perceber como as pessoas que estão sempre reclamando de tudo estão sempre mantendo um ambiente pesado à sua volta.
Nada lhes agrada, nada lhes parece bom.

A reclamação surge justamente na insatisfação permanente que domina o pensamento das pessoas acometidas deste mal, e que difere em muito daquele desejo sadio de se melhorar e buscar sempre novas e melhores formas de viver e buscar melhoria material.

Como tudo na vida, a questão está na falta de equilíbrio.

Mas efetivamente, temos o direito de reclamar sempre? Se avaliarmos a fundo nossa consciência, não vamos encontrar aí muitas das causas dos problemas dos quais reclamamos? No mesmo livro citado, Joanna ainda complementa: "Antes da reclamação, examina se não és o responsável pelo insucesso do empreendimento."

Fazer o trabalho correto é mais do que uma necessidade, é um dever que nos compete realizar. A satisfação que origina da consciência tranquila é a garantia de que agimos do modo correto.

Mesmo porque, as nossas reclamações muitas vezes são meros caprichos a que nos achamos no direito de ter. Caprichos pelos quais milhares de pessoas não podem se dar ao luxo de ter. Em nosso mundo, milhões passam por inúmeras necessidades de toda ordem, desde a afetiva até a mais cruel de todas, que é a fome...

E nos, que estamos sempre vivendo em boas condições, sempre queremos mais e melhor...

Jesus nos alertava em seu Evangelho de Amor que o maior mandamento é amar a Deus acima de todas as coisas e ao seu próximo como o si mesmo. Se efetivamente amássemos nosso próximo, faríamos tudo o que estivesse ao nosso alcance para possibilitar a ele uma vida melhor. Mas ignoramos os conselhos de Jesus, e nos limitamos a despejar mais e mais reclamações, aumentando a carga emocional que nossos irmãos já tem que carregar. Será que temos este direito?

Para alcançar a felicidade é necessário muito trabalho, que se inicia dentro de nós e que deve ser exteriorizado pela caridade, não apenas material, mas principalmente a moral. Analisar nossa própria vida para termos certeza de que não estamos sendo injustos com a vida, com nossos familiares e amigos, mas principalmente com Deus, que nos possibiltou muitas oportunidade de nos melhorarmos.

Por Fernando Luiz Petrosky


Abaixo o vídeo Offer, de Allanis Morissete, para nossa reflexão:


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