domingo, 22 de maio de 2011
ANJOS

Anjos
Beto Melo
Qual de nós não tem nenhum defeito?
Qual de nós não tem uma virtude?
Precisamos só achar um jeito
De suavizar o lado rude
Vamos ajudar-nos mutuamente
E somar as nossas qualidades
Pra fazer um mundo diferente
E tirar a força da maldade
Um dia todos nós seremos anjos
Vamos trabalhar e acreditar
E no futuro nós seremos anjos
No planeta onde o amor,
Unicamente o amor há de reinar
(E assim será)
A felicidade só começa
Quando cessam as desigualdades
Quando todos compartilham sonhos
E não usam mal a liberdade
Mestre falou: - Sede perfeitos
E nos ensinou esta lição
Que somente o amor será eterno
Nele está a nossa salvação
No livro O Céu e o Inferno, Kardec nos mostra como a Doutrina Espírita, dentro de sua visão racional, vê a questão dos Anjos:
"A Humanidade não se limita à Terra; habita inúmeros mundos que no
Espaço circulam; já habitou os desaparecidos, e habitará os que se formarem. Tendo-a
criado de toda a eternidade, Deus jamais cessa de criá-la. Muito antes que a Terra
existisse e por mais remota que a suponhamos, outros mundos havia, nos quais
Espíritos encarnados percorreram as mesmas fases que ora percorrem os de mais
recente formação, atingindo seu fim antes mesmo que houvéramos saído das mãos do
Criador.
De toda a eternidade tem havido, pois, puros Espíritos ou anjos; mas, como a
sua existência humana se passou num infinito passado, eis que os supomos como se
tivessem sido sempre anjos de todos os tempos.
Realiza-se assim a grande lei de unidade da Criação; Deus nunca esteve
inativo e sempre teve puros Espíritos, experimentados e esclarecidos, para transmissão
de suas ordens e direção do Universo, desde o governo dos mundos até os mais
ínfimos detalhes. Tampouco teve Deus necessidade de criar seres privilegiados,
isentos de obrigações; todos, antigos e novos, adquiriram suas posições na luta e por
mérito próprio; todos, enfim, são filhos de suas obras.
E, desse modo, completa-se com igualdade a soberana justiça do Criador."
sábado, 14 de maio de 2011
TORMENTOS MODERNOS
Não obstante, os nobres e úteis avanços não conseguiram impedir a violência urbana; as guerras, cada vez mais destruidoras; a miséria econômica e social; os fenômenos sísmicos; o surgimento de novas e calamitosas enfermidades; a corrupção de vários matizes, que campeia desenfreada; os crimes hediondos assim como a pena de morte, a eutanásia, o aborto, o suicídio, a traição...
Aprofundaram a sonda na psique do ser humano e desvelaram muitos enigmas que antes desvairavam, oferecendo recursos terapêuticos para minimizar e mesmo sanar muitos transtornos. Todavia, não puderam evitar distúrbios neuróticos e de pânico, as depressões profundas e outras tantas patologias tormentosas da mente...
A admirável conquista da ecologia ressalta este período, preservando a vida vegetal, animal, o meio ambiente com valiosas contribuições em favor do planeta em pré-agonia.
Apesar disso, a vida humana perece pela fome, pelo abandono, por diversas doenças que ainda não foram vencidas, pelo desrespeito de que é vítima...
Ocorre que o homem interior ainda não se fez conquistar. As valiosas realizações de fora aprisionaram-no, por outro lado, no limite das horas, no volume esmagador dos compromissos, na multiplicidade das realizações para a sobrevivência, estressando-o ou fazendo-o indiferente ao seu próximo, tornando-o arrogante ou aturdido, falto de ideais superiores e abarrotado de coisas sem significado real.
As exigências sociais tiraram-lhe a naturalidade, e os anseios de triunfos externos desestruturam-no, tornando-se-lhe importantes os valores que se fazem conhecidos, embora escravizem, em detrimento daqueloutros que permanecem não vistos e que são libertadores.
O temor detém-no no lar, cercado de tecnologia, mas, isolado da convivência com outras pessoas, longe do calor humano que produz relacionamentos motivadores.
A exigüidade de tempo não lhe propicia mais a reflexão, levando-o a agir e a reagir por impulsos. Escasseiam-lhe os momentos para si mesmo, interiormente, em espaços mentais e emocionais de oração, de meditação, de refazimento de forças exauridas nos embates contínuos.
Os medos assaltam-no, e a solidão na multidão asfixia-o.
Joanna de Ângelis
Do livro: Amor, Imbatível Amor
Nesta página de incálculável valor, Joanna de Ângelis nos leva a uma profunda reflexão dos grandes problemas enfrentados pelo ser humano nas lutas cotidianas do período contemporâneo. Em uma visão apressada, pode parecer uma visão pessimista. Porém, trata-se de uma realidade da qual muitas vezes fugimos. Em muitas outras lições da Mentora, podemos perceber que no âmago destas dificuldades está a necessidade urgente do nosso ser em evangelizar-se para promover a reforma íntima que irá nos libertar destes tormentos voluntários. No estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo, percebemos que embora todas as dores do mundo, podemos sim sermos felizes aqui na Terra. O amparo de Deus, através da ação sempre presente de Jesus, há de nos dar a paz que tanto anelamos.
Veja na outra postagem o vídeo Amazing Grace, que nos mostra como a proteção do Alto se faz sempre presente, mas quase sempre não percebemos...